Taxas dos DIs têm altas leves após dados de inflação de janeiro
As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) oscilam com altas leves nesta manhã de terça-feira (10) no Brasil, após a inflação de janeiro ficar quase em linha com o projetado, mas os preços de serviços seguirem inspirando cautela.
Às 10h27, a taxa dos DIs para janeiro de 2028 estava em 12,685%, em alta de 5 pontos-base ante o ajuste de 12,64% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,430%, ante o ajuste de 13,436%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 0,33% em janeiro, taxa igual à de dezembro e quase em linha com a expectativa dos economistas ouvidos pela Reuters, que projetavam 0,32% no mês passado.
No acumulado de 12 meses até janeiro, a inflação atingiu 4,44%, também quase em linha com os 4,43% projetados, mas acima dos 4,26% de dezembro.
A abertura dos dados mostrou forte desaceleração dos serviços como um todo, com a taxa passando de 0,72% em dezembro para 0,10% em janeiro, conforme o IBGE.
Porém, a inflação de serviços subjacentes, que excluem preços mais voláteis, passou de 0,56% para 0,57% no período, conforme cálculos do Banco Bmg, enquanto a taxa de serviços intensivos em mão de obra foi de 0,77% para 0,64%.
No caso da média dos núcleos de inflação observados pelo Banco Central, a taxa foi de 0,48% em dezembro para 0,42% em janeiro, informou o Bmg.
“Embora a inflação do serviço tenha vindo num patamar baixo, puxado por queda de passagens aéreas e devolução dos preços de transportes por aplicativos, que subiram bastante no final do ano passado, em dezembro, a parte ligada à atividade econômica e ao mercado de trabalho ainda segue bem pressionada”, disse Julio Barros, economista do Banco Daycoval, em comentário escrito.
Na B3, as opções de Copom precificavam na última sexta-feira (6) 69,00% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic em março, 20% de chance de redução de 25 pontos-base e 5,25% de possibilidade de baixa de 75 pontos-base.
Enquanto os agentes se debruçam sobre os dados de inflação, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta manhã, em evento do BTG Pactual, não ver justificativa para o atual nível de juros reais no Brasil — patamar que, segundo ele, gera efeito de alta sobre a dívida pública que o governo não consegue contrapor com “nenhum nível de superávit primário”.
Ao mesmo tempo, Haddad ponderou que é muito importante “cuidar” do Banco Central, argumentando que a autarquia pode contribuir muito ou prejudicar muito os governos e o país.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries oscilam em baixa nesta manhã de terça-feira, o que contribui para uma pressão menor sobre a ponta longa da curva brasileira. Às 10h27, o rendimento do Treasury de dez anos, referência global para decisões de investimento, caía 3 pontos-base, a 4,172%.