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Telefônica Brasil (VIVT3) chega a recuar quase 7% após rebaixamento duplo pelo UBS BB; entenda

11 mar 2026, 12:08 - atualizado em 11 mar 2026, 12:08
Telefônica
(Imagem: LinkedIn/ Vivo)

As ações da Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, chegaram a tombar 6,79% na mínima, a R$ 39,23, após o UBS BB ter realizado um duplo reabaixamento dos papéis. Ao longo da manhã, porém, os papéis moderaram a baixa, com queda 1,24%, a R$ 41,57, por volta das 11h35 (horário de Brasília).

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O banco alterou a recomendação de compra para venda e cortou o preço-alvo das ações de R$ 37,50 para R$ 36. O novo valor implica um potencial de desvalorização de 14,5%, isso em relação ao preço do fechamento anterior.

O banco ponderou que, embora o cenário operacional da Telefônica continue relativamente benigno, as premissas de crescimento, margens, capex e custos de leasing agora indicam um fluxo de caixa (FCF) de 5%, abaixo da média de 12% na América Latina de seus pares, com tendência de queda.

Além disso, segundo o UBS BB, os rendimentos de dividendos e do FCF se comprimiram a níveis de um dígito, deixando de sustentar a tese de investimento.

O que levou ao rebaixamento da VIVT3?

O UBS BB considerou que a junção das premissas para o FCF, além dos rendimentos de dividendos e FCF comprimidos a um dígito, resulta em um perfil de retorno pouco atrativo, inferior ao custo de capital próprio, tornando a companhia menos convincente no setor de telecom latino-americano.

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No relatório, o banco apontou ainda que existe um intervalo estreito de resultados possíveis para o FCF. Em um cenário ideal, a Telefônica poderia registrar crescimento de 4% a 8% entre 2025 e 2027, considerado pelo banco como limite superior, nas estimativas do UBS BB.

“Os riscos de queda vêm principalmente das receitas de serviços móveis, que representam cerca de dois terços das vendas e estão estruturalmente desacelerando em linha com a inflação, limitando a expansão de receita e a absorção de custos”, observaram os analistas do banco Leonardo Olmos, Andre Salles e Gustavo Farias.

Já em um cenário negativo, no qual as margens retornem às tendências históricas ou os custos de leasing se mantenham elevados, o UBS estimou que o crescimento do FCF da VIVT3 poderia ficar abaixo de um dígito médio, reforçando um perfil de risco assimétrico para baixo.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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