As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam a quinta-feira (15) em alta, em especial entre os contratos mais longos, refletindo o avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior, após novos dados diminuírem temores de que a economia dos EUA poderá entrar em recessão.
Entre os contratos de curtíssimo prazo as taxas também subiram, ainda que com menor intensidade, com investidores elevando as apostas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central subirá a taxa Selic em setembro.
No fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2025 — que reflete a política monetária no curtíssimo prazo — estava em 10,78%, ante 10,749% do ajuste anterior.
Já a taxa do DI para janeiro de 2026 estava em 11,52%, ante 11,408% do ajuste anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2027 estava em 11,49%, ante 11,353%.
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 11,51%, ante 11,397%, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 11,48%, ante 11,388%.
Os números do varejo e do mercado de trabalho sugeriram que a economia dos EUA segue forte, o que deu força aos rendimentos dos Treasuries, com investidores reduzindo as apostas de que o Federal Reserve poderá fazer um corte de 50 pontos-base de juros em setembro, em vez de 25 pontos-base.
No Brasil, as taxas dos DIs acompanharam o avanço dos yields.
*Com Reuters