As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) com prazos mais longos fecharam a segunda-feira (23) em forte alta, dando continuidade ao movimento da sessão anterior, em meio aos receios dos investidores em relação às contas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na ponta curta da curva brasileira, as taxas seguiram precificando chances majoritárias de alta de 50 pontos-base da taxa básica Selic em novembro.
Na sexta-feira, as taxas de longo prazo já haviam disparado, com investidores descontentes com o cenário fiscal brasileiro e exigindo mais prêmios nos DIs. O movimento continuou nesta segunda-feira, com a curva repercutindo o Relatório de Receitas e Despesas, divulgado na noite de sexta-feira.
No documento, os ministérios do Planejamento e da Fazenda apontaram a necessidade de ampliar em 2,1 bilhões de reais o bloqueio de verbas de ministérios para cumprir o limite de gastos deste ano, totalizando uma contenção de 13,3 bilhões de reais. Segundo projeções da equipe econômica, o governo central fechará 2024 com déficit primário de 28,3 bilhões de reais.
Em Nova York, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reforçou o compromisso do governo com o equilíbrio fiscal. Segundo ele, as despesas do governo seguem dentro das regras do arcabouço e o Executivo vai conseguir cumprir a meta deste ano para as contas públicas.
No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2025 estava em 11,025%, ante 11,029% do ajuste anterior, enquanto a taxa para janeiro de 2026 estava em 12,275%, ante 12,185%. O vencimento para janeiro de 2027 marcava 12,395%, ante 12,249% do ajuste.
Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 estava em 12,54%, ante 12,381%, e o contrato para janeiro de 2033 tinha taxa de 12,51%, ante 12,348%.
*Com informações de Reuters