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Tesla (TSLA) deve ser uma das primeiras beneficiadas com abertura do Canadá para veículos elétricos chineses

19 jan 2026, 5:55 - atualizado em 19 jan 2026, 7:31
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Tesla sai na frente de marcas chinesas por já contar com rede de lojas no Canadá (iStock.com/Robert Way)

A Tesla (TSLA) está bem posicionada para ser uma das primeiras montadoras a se beneficiar da decisão do Canadá de remover tarifas de 100% sobre veículos elétricos (EVs) fabricados na China, graças aos seus esforços iniciais para enviar carros de sua fábrica em Xangai para o país e à sua rede de vendas já estabelecida no Canadá, dizem especialistas.

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Pelo acordo anunciado na sexta-feira (16), o Canadá permitirá a importação anual de até 49 mil veículos provenientes da China, com tarifa de 6,1% nos termos de nação mais favorecida. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou que a cota poderá aumentar para até 70 mil veículos em cinco anos.

No entanto, uma cláusula do acordo reserva metade da cota para veículos com preço inferior a 35 mil dólares canadenses (US$ 25.189). Todos os modelos da Tesla custam acima desse valor.

Embora muitas montadoras chinesas estejam ansiosas para aproveitar a oportunidade à medida que expandem suas exportações, a Tesla tem vantagem porque, já em 2023, equipou sua fábrica de Xangai, sua maior e mais eficiente unidade em termos de custos no mundo, para produzir e exportar uma versão do Model Y específica para o Canadá.

Naquele mesmo ano, a montadora americana começou a enviar o modelo de Xangai para o Canadá, elevando as importações canadenses de automóveis provenientes da China para seu maior porto, Vancouver, em 460% na comparação anual, chegando a 44.356 unidades em 2023.

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Mas a empresa foi forçada a interromper essas remessas em 2024 e passou a enviar veículos a partir de suas fábricas nos Estados Unidos e em Berlim, depois que Ottawa impôs tarifas de 100%, alegando o desejo de combater o que chamou de política estatal chinesa intencional de excesso de capacidade.

Atualmente, a Tesla envia ao Canadá Model Ys produzidos em Berlim, mas outras variantes, como o Model 3 mais barato, são majoritariamente fabricadas na China.

“Este novo acordo pode permitir a retomada dessas exportações com relativa rapidez”, disse Sam Fiorani, vice-presidente da empresa de pesquisa AutoForecast Solutions.

A Tesla possui uma rede de 39 lojas no Canadá, enquanto rivais chinesas como BYD e Nio ainda não têm presença de vendas no país. Além disso, a empresa provavelmente consegue avançar mais rápido com planos de marketing, já que possui apenas quatro modelos principais, bem menos que seus concorrentes chineses.

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“A Tesla de fato tem vantagem por oferecer poucos modelos, versões e linhas de produção simples, o que lhe dá flexibilidade para vender carros produzidos em qualquer país para qualquer mercado, buscando a melhor eficiência de custos”, disse Yale Zhang, diretor-gerente da consultoria AutoForesight, sediada em Xangai.

A Tesla não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

Outras marcas que exportavam carros fabricados na China para o Canadá antes das tarifas incluíam Volvo e Polestar, ambas pertencentes ao grupo automotivo chinês Geely.

Volvo e Polestar também não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

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Oportunidades para marcas chinesas

Ainda assim, a cláusula de preço provavelmente dará algum fôlego às marcas chinesas.

“Os beneficiados provavelmente serão as montadoras chinesas e os consumidores canadenses em busca de um veículo de entrada”, disse Fiorani.

John Zeng, chefe de previsão de mercado para a China na consultoria GlobalData, sediada em Londres, afirmou que a cota também deve oferecer às montadoras chinesas a oportunidade de “testar o mercado” no Canadá, onde há uma grande população de sino-canadenses.

O Canadá pretende analisar joint ventures e investimentos com empresas chinesas nos próximos três anos para construir um veículo elétrico canadense com conhecimento chinês, informou a emissora pública CBC, citando um alto funcionário canadense.

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A maior fabricante de EVs da China, a BYD, já possui uma fábrica de montagem de ônibus elétricos em Ontário, no Canadá.

Autoridades do governo Trump criticaram a decisão do Canadá. A antiga administração Biden quadruplicou as tarifas sobre EVs chineses para 100% em 2024, praticamente bloqueando essas exportações para os Estados Unidos.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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