Economia

Tesouro Nacional lança dois novos títulos mirando alongar a curva de juros

28 jan 2026, 17:00 - atualizado em 28 jan 2026, 17:00
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Títulos disparam com avanço dos Treasuries - (Imagem: Brenda Rocha/Blossom/Shutterstock)

O Tesouro Nacional anunciou nesta quarta-feira (28) a introdução de dois novos vértices em sua grade de títulos prefixados: uma Letra do Tesouro Nacional (LTN), sem pagamento de cupons, com prazo de 36 meses, e uma Nota do Tesouro Nacional série F (NTN-F), com juros semestrais, de cinco anos.

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Ao longo do ano, o órgão também busca lançar um benchmark ainda mais longo de NTN-F, “com o objetivo de promover o alongamento gradual dos prazos ofertados ao longo da curva de juros”.

As mudanças fazem parte do Plano Anual de Financiamento (PAF) 2026, divulgado pelo Tesouro Nacional, que detalha a estratégia de financiamento da Dívida Pública Federal. Segundo o documento, a política de emissões busca “ampliar a participação de títulos prefixados” e, ao mesmo tempo, “promover o alongamento gradual dos prazos da dívida”.

No caso das novas LTNs, o Tesouro afirmou que as ofertas desses papéis “permanecerão concentradas entre 6 e 72 meses”, movimento que, segundo o órgão, “favorece a dinâmica do mercado ao ampliar a liquidez nos prazos mais curtos e intermediários”.

Já a NTN-F de cinco anos “se somará aos prazos já consolidados de 7 e 10 anos desse título” e deve “contribuir para um equilíbrio mais adequado entre o risco absorvido pelo mercado e a arrecadação financeira dos leilões”, de acordo com o PAF.

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As emissões de títulos indexados à inflação também permanecem como um pilar da estratégia. Segundo o documento, as NTN-B “continuarão a apoiar a estratégia de alongamento da Dívida Pública Federal” e serão ofertadas “em oito vértices, com vencimentos entre três e 40 anos”. Nos prazos acima de dez anos, o Tesouro afirma que “poderá ofertar todos os títulos atualmente disponíveis no mercado”, com a definição dos papéis detalhada nos cronogramas trimestrais.

No mercado internacional, o Tesouro indica uma atuação mais frequente, com emissões predominantemente em dólares, mas com abertura para outras moedas. O plano prevê “o fortalecimento da presença do Tesouro Nacional nos mercados internacionais” e a elevação gradual da participação da dívida em moeda estrangeira, hoje em torno de 4%, com convergência para cerca de 7% no longo prazo.

De acordo com o PAF, a necessidade líquida de financiamento do governo federal foi estimada em R$ 1,677,9 trilhão em 2026, valor puxado principalmente pelos vencimentos da dívida interna em poder do mercado. O próprio Tesouro ressalta, porém, que esse número “não corresponde necessariamente ao volume de emissões ao longo do ano”.

Apesar do volume elevado de vencimentos, o órgão destaca que entra em 2026 com uma posição considerada confortável. A reserva de liquidez soma R$ 1,187 trilhão, montante “suficiente para cobrir 7,3 meses de vencimentos da Dívida Pública Mobiliária Federal interna”, acima do parâmetro mínimo adotado como referência de gestão de risco.

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