Títulos Públicos

Tesouro supera bolsa e FIIs: Título IPCA+ valoriza 9,79% no período; entenda

09 out 2026, 17:11
tesouro direto DIs Treasuries
(Imagem: Shutthiphong Chandaeng/Getty Images)

A renda fixa também entregou ganhos expressivos aos investidores – e alguns títulos públicos superaram a bolsa e os fundos imobiliários. Na comparação entre as manhãs de 2 e 8 de outubro, o Tesouro IPCA+ 2050 valorizou 9,79%, ante altas de 7,38% do Ibovespa e 4,71% do Ifix, índice de referência dos FIIs, no mesmo intervalo.

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A definição do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, com Flávio à frente na votação de domingo (4), alimentou as expectativas dos investidores de uma mudança na condução da política econômica e de maior espaço para um ajuste fiscal. O movimento favoreceu a bolsa e os títulos públicos, com a redução das taxas de juros negociadas no mercado.

Uma posição de R$ 10 mil no título teria passado a valer aproximadamente R$ 10.979, antes de impostos e custos. Para comparação, aplicações que acompanhassem exatamente os índices alcançariam R$ 10.738 no Ibovespa e R$ 10.471 no Ifix.

Ativo ou índiceValorização no período
Tesouro IPCA+ 20509,79%
Ibovespa7,38%
Tesouro IPCA+ 20407,33%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 20377,15%
Tesouro Prefixado 20326,45%
Ifix4,71%

A valorização dos títulos públicos ocorre pela marcação a mercado. Ou seja, quando as taxas de juros exigidas pelos investidores caem, os papéis já emitidos ficam mais valorizados. Os títulos de prazo longo costumam apresentar maior sensibilidade a esse movimento.

Mesmo com a vantagem acumulada, o IPCA+ 2050 devolveu parte do salto inicial. Entre as manhãs de segunda-feira (5) e quinta-feira (8), seu preço recuou 6,94%. A oscilação mostra que a renda fixa também pode registrar perdas para quem vende antes do vencimento.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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