Tesouro supera bolsa e FIIs: Título IPCA+ valoriza 9,79% no período; entenda
A renda fixa também entregou ganhos expressivos aos investidores – e alguns títulos públicos superaram a bolsa e os fundos imobiliários. Na comparação entre as manhãs de 2 e 8 de outubro, o Tesouro IPCA+ 2050 valorizou 9,79%, ante altas de 7,38% do Ibovespa e 4,71% do Ifix, índice de referência dos FIIs, no mesmo intervalo.
A definição do segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, com Flávio à frente na votação de domingo (4), alimentou as expectativas dos investidores de uma mudança na condução da política econômica e de maior espaço para um ajuste fiscal. O movimento favoreceu a bolsa e os títulos públicos, com a redução das taxas de juros negociadas no mercado.
Uma posição de R$ 10 mil no título teria passado a valer aproximadamente R$ 10.979, antes de impostos e custos. Para comparação, aplicações que acompanhassem exatamente os índices alcançariam R$ 10.738 no Ibovespa e R$ 10.471 no Ifix.
| Ativo ou índice | Valorização no período |
|---|---|
| Tesouro IPCA+ 2050 | 9,79% |
| Ibovespa | 7,38% |
| Tesouro IPCA+ 2040 | 7,33% |
| Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 | 7,15% |
| Tesouro Prefixado 2032 | 6,45% |
| Ifix | 4,71% |
A valorização dos títulos públicos ocorre pela marcação a mercado. Ou seja, quando as taxas de juros exigidas pelos investidores caem, os papéis já emitidos ficam mais valorizados. Os títulos de prazo longo costumam apresentar maior sensibilidade a esse movimento.
Mesmo com a vantagem acumulada, o IPCA+ 2050 devolveu parte do salto inicial. Entre as manhãs de segunda-feira (5) e quinta-feira (8), seu preço recuou 6,94%. A oscilação mostra que a renda fixa também pode registrar perdas para quem vende antes do vencimento.