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TIM (TIMS3) despenca 5% após balanço do 2T26; confira o que pesou para os analistas

28 jul 2026, 11:57
TIM Brasil
(Imagem: Shopping Ribeirão Preto)

A TIM (TIMS3) divulgou o seu balanço do segundo trimestre de 2026 (2T26), considerado neutro com viés negativo por analistas do mercado financeiro, após os primeiros três meses do ano mais fracos. A ação, que abriu em alta de mais de 3% nesta terça-feira (28), inverteu o sinal e passou a cair mais de 5%.

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De acordo com as casas, a desaceleração da base de clientes com a maior concorrência, tendências operacionais mais fracas e as despesas ainda pressionadas devem ofuscar os vetores positivos do resultado. A recomendação neutra foi mantida pelo Itaú BBA, Bradesco BBI e Citi.

No 2T26, a TIM reportou lucro líquido normalizado de R$ 1,03 bilhão, alta de 6,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida avançou 5,5%, para R$ 6,965 bilhões, enquanto o Ebitda normalizado cresceu 7%, para R$ 3,586 bilhões.

Por volta das 11h27 (horário de Brasília), a TIMS3 tombava 5,16%, a R$ 20,39. O Ibovespa (IBOV), no mesmo horário, subia 1,05%, aos 177.176,03 pontos.



Despesas pressionadas e maior concorrência

Para os analistas Daniel Federle e Flávia Meireles, do Bradesco BBI, os resultados foram negativos, devido à desaceleração relevante da receita móvel gerada por clientes. “Embora o Ebitda tenha vindo amplamente em linha e as métricas de rentabilidade e geração de caixa ainda permaneçam saudáveis, o resultado reforça nossa visão de que o aumento da competição no mercado móvel está pressionando a performance operacional da TIM”, avaliam.

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Segundo eles, isso aparece no crescimento mais fraco da base pós-paga tradicional, de 4,7% no comparativo anual, ante 5,6% no primeiro trimestre de 2026, e na expansão mais limitada do ARPU pós-pago.

“Além disso, as despesas com inadimplência seguiram em trajetória de alta, crescendo 38,1% em base anual, com pressão adicional de um cliente específico no segmento B2B/Wholesale. A receita de fibra também desacelerou, com crescimento de 9,5%, ante 11,4% no 1T26”, afirmam.

O anúncio da aprovação de aportes pelo Conselho de Administração da TIM de até R$ 600 na I-Systems e até R$ 70 milhões na V8Tech, ambas subsidiárias integrais, foi considerado neutro a levemente positivo pelo BBI, pois não altera a dívida líquida consolidada e pode ajudar a otimizar a estrutura de capital e reduzir despesas financeiras no Brasil.

De acordo com o banco de investimentos, apesar de o valuation ser pouco exigente — com a ação negociando a cerca de 10 vezes o múltiplo de preço em relação ao lucro (P/L) para 2026 e oferecendo rendimento de fluxo de caixa livre ao acionista FCFE yield) de 13% em 2026 —, é difícil adotar uma visão mais construtiva enquanto a receita continua desacelerando e a receita gerada por clientes cresce abaixo da inflação.

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O BBI mantém o preço-alvo de R$ 26, o que implica um potencial de valorização de 20,93% em relação ao fechamento anterior.

2T26 ajuda a reduzir estimativas baixistas para o ano

Na avaliação do Itaú BBA, o resultado da TIM veio em linha com o esperado, o que ajuda a reduzir o risco de revisões negativas para o consenso das estimativas para o fim de 2026, especialmente após a decepção no primeiro trimestre do ano.

Além disso, a expansão de 70 pontos-base da margem Ebitda, segundo o banco, decorreu principalmente da normalização das despesas de rede e dos ganhos de eficiência provenientes da digitalização, fatores que mais do que compensaram o aumento das despesas com inadimplência.

Olhando adiante, o BBA avalia que os investidores devem concentrar a atenção em três pontos:

  • A execução da estratégia de migração de clientes do pré-pago para o pós-pago e a evolução da política de preços, especialmente diante do cenário macroeconômico e do aumento da inadimplência;
  • A sustentabilidade da recuperação das margens;
  • Mais detalhes sobre a estratégia de convergência da companhia, especialmente após o lançamento do UltraCombo e seus potenciais impactos sobre a alocação de capital.
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Com as ações negociando a um rendimento de dividendo próximo de 10%, o BBA o preço-alvo de R$ 30, o que implica um potencial de valorização de 39,5% em relação ao fechamento anterior.

Tendências operacionais abaixo do esperado

O Citi considera que a combinação de tendências operacionais abaixo do esperado e de uma rentabilidade “limpa” mais fraca, desconsiderando os efeitos da desativação de torres devem pesar na ação.

Segundo o banco, esses fatores tendem a superar o impacto positivo da contpinua força na geração de caixa.

As despesas operacionais (opex) vieram em linha com as estimativas do Citi. No entanto, ao excluir um saldo líquido positivo de aproximadamente R$ 52 milhões relacionado à desativação de torres, o opex ficou 2% acima do esperado, ainda pressionado pelo elevado nível de inadimplência, que cresceu 38% na comparação anual.

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As adições líquidas de clientes pós-pagos desaceleraram na comparação anual, totalizando 247 mil novos clientes, contra 451 mil no mesmo período do ano anterior. Esse volume representa 1,0% da base de clientes no início do período, indicando uma desaceleração na aquisição de novos usuários.

Esse movimento foi parcialmente compensado por uma receita média por usuário (ARPU) resiliente, de R$ 55,70, com crescimento de 1% tanto em relação ao trimestre anterior quanto ao mesmo período do ano passado, refletindo estabilidade nos preços.

No segmento pré-pago, a queda da base de usuários se intensificou, com 660 mil desconexões líquidas, pior do que no trimestre anterior (355 mil perdas) e também superior às 590 mil desconexões registradas no segundo trimestre de 2025.

O Citi manteve o preço-alvo de R$ 24, o que implica um potencial de valorização de 11,6% em relação ao fechamento anterior.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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