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Tinha CDBs do Will Bank? Confira passo a passo para receber pelo FGC — e um alerta, caso você também tenha do Banco Master

21 jan 2026, 11:41 - atualizado em 21 jan 2026, 11:41
Will Bank
(Imagem: Facebook/will-bank)

O Will Bank acaba de ser alvo de liquidação extrajudicial por parte do Banco Central (BC). Anunciada na manhã desta quarta-feira (21), ocorre na esteira da derrocada do Banco Master. Neste momento, o investidor precisa entender quais são os próximos passos para garantir seu ressarcimento via FGC (Fundo garantidor de Créditos).

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Ao todo, segundo os dados mais recentes do sistema IFData, do BC, a instituição tinha R$ 6,507 bilhões em depósitos a prazo em CDBs e RDBs. A expectativa é de que isso eleve a conta da liquidação do Master para cerca de R$ 49 bilhões.

Isso porque o Will Bank fazia parte, desde fevereiro de 2024, do conglomerado financeiro de Daniel Vorcaro.

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Se você tem investimentos no Will Bank, veja o que acontece agora

A seguir, entenda como funciona o processo, o que fazer e quando o pagamento ocorre.

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O que acontece quando um banco é liquidado?

A liquidação extrajudicial significa que o Banco Central assume o controle da instituição e inicia o encerramento das atividades, nomeando um liquidante. Ao mesmo tempo, o FGC ativa a proteção aos depositantes.

O direito ao ressarcimento surge imediatamente após o decreto, mas o pagamento não é automático.

Etapas iniciais:

  • O banco envia ao FGC a lista consolidada de credores por CPF ou CNPJ.
  • O FGC valida os dados e prepara o sistema para pagamento.

Esse processo pode levar até 30 dias úteis e é a fase mais demorada.

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Pago automaticamente ou preciso solicitar?

Não é automático. O cliente deve acessar o aplicativo do FGC, fazer cadastro e indicar a conta para receber.

A solicitação só será liberada após o FGC receber e processar a lista oficial enviada pelo Will Bank.

Quando começa o pagamento?

O cronograma tem três etapas:

  • Envio da lista de credores (até 30 dias úteis)
    O banco reúne e envia ao FGC os dados completos.
  • Liberação para solicitação (até 48h após validação)
    O FGC libera no app o botão “Solicitar pagamento”.
  • Transferência dos valores
    Após cadastro, validação biométrica, envio de documentos e assinatura digital, o FGC faz a transferência.

Como receber sendo Pessoa Física (PF)

Tudo é feito pelo aplicativo do FGC:

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  • Baixe o app (Android ou iOS)
  • Cadastre-se com documentos e dados pessoais
  • Informe a conta bancária
  • Aguarde a liberação para solicitar pagamento
  • Solicite a garantia e assine digitalmente
  • Receba o depósito na conta cadastrada

Como receber sendo Pessoa Jurídica (PJ)

Para empresas:

  • O representante acessa o Portal do Investidor
  • Preenche dados e solicita a garantia
  • O FGC envia instruções por e-mail
  • A conta deve estar vinculada ao CNPJ
  • Pagamento ocorre após validação documental

Como funciona o FGC?

O Fundo Garantidor de Créditos cobre até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada conglomerado financeiro. Esse valor representa o limite total garantido por instituição, independentemente do número de produtos.

Na prática, isso significa que a garantia vale para a soma de todos os investimentos cobertos pelo FGC dentro do mesmo grupo financeiro. Por exemplo, se um investidor tiver R$ 200 mil em conta corrente e R$ 200 mil em CDBs no mesmo banco, e a instituição entrar em intervenção, o FGC garantirá até R$ 250 mil, e não R$ 400 mil.

É importante entender o conceito de conglomerado financeiro, que reúne instituições de um mesmo grupo. Assim, mesmo que os investimentos tenham sido feitos por corretoras diferentes, se os produtos forem de bancos do mesmo conglomerado, como é o caso do Will Bank e Banco Master, o limite de cobertura continua sendo R$ 250 mil no total.

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Em contrapartida, o teto também é aplicado separadamente por CPF e por CNPJ. Dessa forma, se uma pessoa física tiver R$ 250 mil aplicados e sua empresa outros R$ 250 mil no mesmo banco, o FGC poderá cobrir R$ 250 mil do CPF e mais R$ 250 mil do CNPJ em caso de intervenção ou liquidação.

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Formado em Jornalismo pela PUC-SP, atua como repórter no Money Times e no Seu Dinheiro, onde também já trabalhou como analista de mídias sociais, com experiência em produção de conteúdo para diferentes plataformas digitais. Antes disso, foi repórter no site Monitor do Mercado.
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