Mercados

Títulos da Venezuela disparam após captura de Maduro pelos EUA

05 jan 2026, 8:18 - atualizado em 05 jan 2026, 8:18
Petróleo Venezuela
Títulos da Venezuela disparam até 20% após prisão de Nicolás Maduro pelos EUA, com mercado apostando em reestruturação histórica da dívida soberana. (Imagem: Wikimedia Commons)

Os títulos do governo da Venezuela subiam nesta segunda-feira após a inesperada captura do presidente Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A detenção e remoção de Maduro para os EUA no sábado (3), após uma incursão militar em Caracas, alimentou as expectativas sobre o que provavelmente será uma das maiores — e potencialmente mais complexas — reestruturações de dívida soberana de todos os tempos.

Os títulos emitidos pelo governo do país e pela empresa estatal de petróleo PDVSA, chegaram a subir até 8 centavos de dólar, ou cerca de 20%, no início do pregão europeu, com analistas prevendo mais ganhos.

“Os títulos da Venezuela e da PDVSA praticamente dobraram de preço ao longo de 2025, mas ainda devem apresentar um forte salto – de até 10 pontos – no início da sessão desta segunda-feira”, disseram analistas do JPMorgan em nota a clientes.

Os títulos soberanos da Venezuela, que entraram em default em 2017, tiveram o melhor desempenho do mundo no ano passado, quase dobrando de preço enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, aumentava a pressão militar sobre Maduro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os movimentos desta segunda-feira levaram o título de 2031 da Venezuela para quase 40 centavos de dólar, mostraram dados da Tradeweb, com a maioria dos outros subindo entre 35 e 38 centavos e a dívida da PDVSA avançando mais de 6 centavos, para quase 30 centavos.

Os títulos do governo da Venezuela e a PDVSA entraram em default com um valor nominal de cerca de US$ 60 bilhões. No entanto, a dívida externa total, incluindo outras obrigações da PDVSA, empréstimos bilaterais e decisões arbitrais, totaliza aproximadamente US$ 150 bilhões a US$ 170 bilhões, dependendo de como os juros acumulados e as sentenças judiciais são contabilizados, de acordo com analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar