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Totvs (TOTS3) despenca 10% e engata segundo dia de queda; o que está por trás da liquidação das ações?

04 fev 2026, 13:51 - atualizado em 04 fev 2026, 14:41
(Reprodução/Redes Sociais)

As ações da Totvs (TOTS3) lideram a ponta negativa do  Ibovespa (IBOV), no segundo dia de perdas consecutivas em reação à venda da Dimensa.

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Por volta de 13h30 (horário de Brasília), TOTS3 recuava 10%, a R$ 39,24, na mínima intradia e figurando como a maior queda do principal índice da bolsa brasileira.



Totvs também é a segunda ação mais negociada na B3, com mais de 27,2 mil negócios e giro financeiro de 295,8 milhões.  

Ontem (3), as ações enceraram com queda de 3,26%, a R$ 43,60 – sendo a terceira maior queda do Ibovespa, em dia de forte apetite ao risco no mercado doméstico.  

Com a forte pressão vendedora, TOTS3 recua 11,4% no acumulado dos últimos três pregões e inverteu os ganhos do ano para queda de 6,2%.   

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Os investidores ainda repercutem a venda da joint-venture Dimensa, formada a partir de ativos da Totvs (TOTS3) e B3 (B3SA3), por R$ 950 milhões para a multinacional latino-americana de tecnologia financeira Evertec. A operação foi anunciada na noite da última segunda-feira (2).  

A operação de venda da totalidade das ações da Dimesa pela Totvs ainda está sujeita às aprovações regulatórias, como a autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)  

Por que a venda desagradou o mercado?  

Na avaliação do Itaú BBA, apesar dos rumores de venda da Dimensa desde meados de 2025 e a consideração da Totvs de que a joint-venture “não era um ativo estratégico no longo prazo”, a venda não estava no radar dos investidores para se concretizar no curtíssimo prazo.  

O banco, porém, avalia a operação como positiva no ponto de vista estratégico, além de melhorar a flexibilidade de alocação de capital.  

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“A alienação do ativo ajuda a reduzir riscos da tese de investimento e permite que a administração foque mais nos ativos centrais e nos principais vetores de valor da companhia, com ênfase especial no negócio de Cloud e na integração da Linx”, destaca a equipe de analistas liderada por Maria Clara Infantozzi.  

A equipe ainda destaca que a alavancagem líquida recua para cerca de 0,9x a dívida líquida/Ebitda após a venda da Dimensa, ante 1,2x dívida líquida/Ebitda na estimativa do banco para 2026. 

O Bank of America (BofA) também destaca que a venda também tende a aumentar a previsibilidade de receitas, “dado que a estrutura de renovação de contratos da Dimensa diferia daquela da principal divisão de gestão da Totvs, o que gerava maior volatilidade de curto prazo”. 

Nas contas do Safra, o desinvestimento tem potencial para destravar R$ 1,4 bilhão em valor patrimonial para a Totvs, além de ter um valor de empresa estimado em R$ 950 milhões.   

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 Segundo o banco, a venda reforça a visão estratégica da empresa de desconsolidar o ativo e concentrar recursos em suas iniciativas de maior crescimento, como Cloud e IA.   

Apesar da venda ser favorável, o Citi avalia que a precificação atual das ações é “justa”, oferecendo um potencial de valorização limitado em relação a outras companhias pares.  

O que fazer com as ações TOTS3 agora, segundo os analistas?

Os analistas mantiveram as recomendações para as ações da Totvs, sendo majoritariamente de compra. Confira:

Banco/Corretora Recomendação Preço-alvo Potencial de valorização
Bank of America (BofA) Compra R$ 62,00 42,20%
BTG Pactual Compra R$ 55,00 26,15%
Itaú BBA Compra R$ 60,00 37,61%
Safra Neutra R$ 47,00 7,80%
Santander Compra R$ 61,00 39,91%

*Potencial de valorização sobre o preço de fechamento da véspera. Em 3 de fevereiro, TOTS3 encerrou cotada a R$ 43,60.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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