Trump adia viagem a Pequim em meio ao conflito no Oriente Médio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (17) que está adiando a viagem a Pequim para se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping, conforme a guerra com o Irã afeta a política externa dos EUA e atrasa o esforço para aliviar as tensões entre as duas maiores economias do mundo.
“Estamos redefinindo a reunião… Estamos trabalhando com a China. Eles estavam de acordo”, disse Trump a repórteres no Salão Oval.
Trump viajaria a Pequim de 31 de março a 2 de abril para a primeira visita ao país em seu segundo mandato. A viagem agora será realizada em cerca de cinco ou seis semanas, disse Trump.
A embaixada da China em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O adiamento da visita aumenta a incerteza tanto para os mercados quanto para a diplomacia, já que a guerra com o Irã elevou os preços do petróleo, ameaçou a navegação pelo Estreito de Ormuz e aumentou o foco dos investidores na segurança energética.
O atraso também deixará de lado as negociações para amenizar os atritos comerciais entre Washington e Pequim em relação a Taiwan, tarifas, chips de computador, drogas ilegais, terras raras e agricultura – cada uma delas uma questão de tensões às vezes amargas.
A campanha de Trump no Irã desencadeou uma onda de consequências militares e econômicas e atraiu a atenção de todo o seu governo.
A imagem de Trump em uma luxuosa visita de Estado é cada vez mais vista em desacordo com uma economia norte-americana em dificuldades e com o retorno dos militares norte-americanos mortos no Oriente Médio, disse uma pessoa informada sobre o planejamento das reuniões em Pequim.
O Irã respondeu aos ataques conjuntos dos EUA e de Israel ameaçando disparar contra embarcações que atravessam o Estreito de Ormuz.
Pequim nunca anunciou oficialmente as datas da visita de Trump e normalmente não detalha a agenda de Xi com muita antecedência.