Internacional

Trump ameaça impor tarifas a países que não apoiarem controle dos EUA sobre a Groenlândia

16 jan 2026, 14:07 - atualizado em 16 jan 2026, 14:07
Trump (Foto: Jim WATSON / POOL / AFP)
Trump afirmou que pode usar tarifas comerciais como pressão contra países que não apoiarem o controle dos EUA sobre a Groenlândia. Trump (Foto: Jim WATSON / POOL / AFP)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira (16) que pode recorrer à imposição de tarifas comerciais contra países que não apoiem o plano de Washington de assumir o controle da Groenlândia.

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A declaração foi feita durante um evento na Casa Branca sobre saúde em áreas rurais e marca a primeira vez que o republicano associa explicitamente o uso de tarifas à disputa envolvendo o território ártico.

Ao relembrar ameaças anteriores feitas a aliados europeus no setor farmacêutico, Trump disse que a mesma estratégia poderia ser aplicada no caso da Groenlândia. Segundo ele, o território é essencial para a segurança nacional dos EUA, com o argumento de que China e Rússia demonstram interesse crescente na ilha, que possui reservas significativas de minerais considerados estratégicos e ocupa uma posição-chave em rotas marítimas do Ártico.

Trump vem defendendo há meses que os governo norte-americano deveriam controlar a Groenlândia, território semiautônomo pertencente à Dinamarca, país-membro da Otan. No início da semana, o presidente afirmou que qualquer solução que não envolva o controle americano da ilha seria “inaceitável”.

As declarações do republicano aumentaram as tensões diplomáticas justamente no momento em que uma delegação bipartidária do Congresso dos EUA visitava Copenhague com o objetivo de reduzir o atrito com autoridades dinamarquesas e groenlandesas.

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Nos últimos dias, ministros das Relações Exteriores da Dinamarca e da Groenlândia se reuniram em Washington com o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. O encontro terminou sem consenso e resultou apenas na criação de um grupo de trabalho, cujo objetivo foi descrito de forma divergente por Copenhague e pela Casa Branca.

O governo dinamarquês anunciou o fortalecimento de sua presença militar na ilha, em coordenação com aliados, em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Ártico.

Em contraste com o discurso da Casa Branca, parlamentares americanos adotaram um tom mais conciliador durante encontros em Copenhague. O senador democrata Chris Coons afirmou que os Estados Unidos e a Dinamarca mantêm uma parceria sólida há mais de dois séculos e defendeu o aprofundamento dessa relação. Já a senadora republicana Lisa Murkowski destacou que a Groenlândia deve ser tratada como aliada, e não como um ativo estratégico, ressaltando que a maioria da população americana é contrária à ideia de anexação do território.

*Com informações da Associated Press

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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