Internacional

Trump critica Fed e diz que indicados ‘mudam’ após assumir comando; substituto de Powell deve ser anunciado ‘em breve’

21 jan 2026, 12:12 - atualizado em 21 jan 2026, 12:12
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Em Davos, Trump questiona a atuação do Federal Reserve, critica altas de juros e reacende debate sobre a independência do banco central dos EUA. (Imagem: REUTERS/Carlos Barria)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar publicamente o Federal Reserve durante discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, nesta quarta-feira (21), ao afirmar que dirigentes do banco central “mudam de comportamento” depois de assumir o cargo e passam a elevar os juros sem dialogar com a Casa Branca.

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Trump disse que pretende anunciar “em um futuro não muito distante” um novo presidente do Fed e elogiou os candidatos que entrevistou para o posto, afirmando que todos são “excelentes”. Ainda assim, voltou a demonstrar frustração com a atuação da autoridade monetária.

“Todos dizem tudo o que eu quero ouvir antes de assumir. Depois que conseguem o cargo, ficam presos por seis anos e, de repente, resolvem aumentar os juros”, afirmou. “É incrível como as pessoas mudam depois que conseguem o emprego.”

A declaração foi interpretada como uma nova alfinetada ao atual chair do Fed, Jerome Powell, nomeado por Trump em seu primeiro mandato, mas com quem o presidente entrou em conflito reiteradas vezes por causa da condução da política monetária. Trump voltou a questionar a elevação das taxas de juros, mesmo em um cenário que, segundo ele, é de inflação controlada e forte crescimento econômico.

As críticas reacendem o debate sobre a independência do Federal Reserve. Por desenho institucional, o banco central dos EUA atua de forma autônoma em relação ao Executivo justamente para definir a política monetária sem pressões políticas, com foco no controle da inflação e na estabilidade financeira.

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Em Davos, Trump afirmou que a economia americana está em “plena expansão” e que a inflação foi praticamente derrotada, argumento que ele usa para sustentar sua defesa de juros mais baixos. Ao mesmo tempo, suas falas levantaram preocupações entre investidores e analistas sobre o risco de maior interferência política no Fed caso o presidente avance com mudanças na liderança da instituição.

O discurso reforçou a visão de que, em um eventual segundo mandato mais assertivo, Trump pode intensificar o embate com o banco central, tema sensível para os mercados globais atentos à credibilidade da política monetária americana.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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