TSE alerta para golpe por WhatsApp para regularização de título de eleitor; veja como se proteger
Com a proximidade das eleições gerais de 2026, a Justiça Eleitoral enfrenta o desafio de preservar a segurança de dados do eleitor. Na semana passada, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) emitiu comunicado alertando para uma nova modalidade de golpe que circula pelo WhatsApp, com links maliciosos sob o pretexto de regularização do título de eleitor.
A estratégia envolve o uso de um perfil falso denominado “Departamento de Atendimento ao Cliente”. Para dar credibilidade à fraude, o grupo utiliza indevidamente a logomarca do TSE e induz o usuário a baixar um suposto aplicativo chamado “Solucionar Pendência”.
O TSE esclarece que essa funcionalidade não existe em seus canais oficiais e que a mensagem é uma isca para a captura de informações sensíveis.
Risco financeiro e o exercício da cidadania
O impacto desses crimes cibernéticos ultrapassa a esfera política. Segundo especialistas, a coleta de dados pessoais por meio desses links pode facilitar fraudes bancárias e roubo de identidade, gerando prejuízos financeiros imediatos ao cidadão.
Além disso, há o risco democrático: ao cair em um golpe e não regularizar sua situação pelos meios corretos, o eleitor pode ser impedido de votar no final do ano.
A Justiça Eleitoral reforça que todos os trâmites, como quitação de multas ou atualização de dados, devem ser realizados exclusivamente pelo portal oficial. O TSE não envia mensagens privadas solicitando dados ou oferecendo links de regularização.
Guia Rápido: como identificar links fraudulentos
Para não ser vítima de engenharia social no WhatsApp, o eleitor deve ficar atento a sinais claros de fraude.
Ausência de Verificação – Perfis oficiais do Governo e da Justiça Eleitoral possuem selos de verificação (o ícone azul ou verde ao lado do nome). Desconfie de nomes genéricos como “Atendimento ao Cliente”.
Sufixos de Domínio – Links legítimos da administração pública obrigatoriamente terminam em .jus.br ou .gov.br. Descarte endereços com finais como .net, .org, .app ou links encurtados que escondem o destino final.
Abordagem Ativa – O TSE não inicia conversas para exigir regularizações. O movimento de busca pelo serviço deve partir sempre do eleitor através do site ou do aplicativo oficial e-Título.
* Com supervisão de Gustavo Porto