Taxa Selic

UBS BB diz que mercado está conservador e projeta novos cortes da Selic

18 jun 2026, 11:32 - atualizado em 18 jun 2026, 11:32
Juros selic Banco Central copom
(Imagem: Rmcarvalho/iStock)

O UBS BB ainda espera que o Banco Central promova mais dois cortes de 0,25 ponto percentual na Selic nas próximas duas reuniões antes da eleição presidencial, em agosto e setembro. A avaliação faz parte de relatório após a decisão do Copom desta semana, que reduziu a taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 14,25% ao ano.

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Segundo o banco, o movimento desta reunião já era amplamente esperado pelo mercado e confirma a continuidade de um ciclo de afrouxamento “gradual e cauteloso”, com o Comitê evitando qualquer sinalização de encerramento do ciclo.

“O Copom deixa a porta aberta para cortes adicionais”, avalia o UBS BB, ao destacar que as projeções atualizadas de inflação seguem compatíveis com novas reduções da taxa básica. O banco afirma que, em diferentes cenários de mercado, a inflação pode encerrar 2027 abaixo da meta, o que sustentaria ao menos mais um ou dois cortes adicionais.

Na leitura da instituição, o tom do comunicado reforça a estratégia de “serenidade e cautela”, o que tende a manter o ritmo atual de flexibilização sem aceleração.

O futuro da Selic, segundo o UBS BB

O UBS BB também destaca que o cenário fiscal será determinante para o rumo da política monetária após o ciclo pré-eleitoral. O banco trabalha com 60% de probabilidade de uma convergência gradual para superávit primário de 1,5% do PIB, contra 40% de estabilidade fiscal nos níveis atuais.

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Nesse cenário base, uma melhora na credibilidade fiscal poderia abrir espaço para mais 50 pontos-base de cortes adicionais até o fim do ano. Já na ausência de ajuste fiscal consistente, o Comitê tenderia a pausar o ciclo.

Apesar disso, o relatório chama atenção para o fato de que os mercados ainda precificam o corte atual como o último do ciclo, visão que o UBS BB considera excessivamente conservadora. Para o banco, a taxa real de juros segue elevada e restritiva, o que mantém espaço para continuidade do afrouxamento.

“A direção segue sendo de novos cortes, ainda que o timing da reprecificação possa ser gradual”, afirma o relatório.

No cenário de ativos, o UBS BB mantém posição comprada em títulos de 10 anos e vê o real como a moeda preferida na região, sustentado pelo elevado diferencial de juros (carry) frente a pares emergentes.

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“Ainda vemos o risco-retorno em renda fixa como atrativo, com taxas cerca de duas vezes acima do nível neutro”, conclui o banco.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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