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UBS BB rebaixa CPFL Energia (CPFE3) após valorização expressiva — risco à vista?

14 jan 2026, 10:40 - atualizado em 14 jan 2026, 10:41
CPFL
UBS BB rebaixa recomendação da CPFL Energia para neutro, citando valorização recente de 38% e preço já refletindo melhorias estruturais e créditos regulatórios. (Imagem: CPFL/Linkedin)

O UBS BB rebaixou a recomendação para a CPFL Energia (CPFE3) de compra para neutro, citando a ausência de catalisadores claros para valorização rápida e o fato de que o preço da ação já reflete as melhorias estruturais recentes. Com isso, o preço-alvo para 12 meses passou de R$ 59 para R$ 58, com potencial de valorização de cerca de 7%.

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Em relatório, o banco destacou que, após uma valorização de 38% desde outubro, impulsionada pela disputa de R$ 4,7 bilhões com a Aneel relacionada a créditos regulatórios e pelo aumento da visibilidade dos dividendos, a ação agora é negociada como um ativo de infraestrutura regulado totalmente precificado.

“Com um múltiplo de 6,4x EV/EBITDA projetado, a CPFL se torna um ativo de renda de alta qualidade, em vez de uma oportunidade de reavaliação”, afirmam os analistas Giuliano Ajeje e Henrique Simões.

Segundo o UBS BB, o mercado reprecificou a opcionalidade regulatória da CPFL, após a vitória judicial envolvendo CPFL Brasil e CPFL Paulista, e essa visibilidade provocou uma rápida expansão do múltiplo. Além disso, o risco político de curtailment (restrição de produção) se tornou mais evidente, o que contribui para um retorno mais equilibrado da ação, em vez de assimétrico.

Sobre o curtailment, os analistas elevaram a suposição estrutural de restrição de 5% para 20%, após a MP 1.304, que não trouxe solução sistêmica para o excesso de oferta de renováveis. Mesmo assim, o Valor Presente Líquido (VPL) da CPFL cai apenas cerca de R$ 1 por ação, refletindo o peso da receita regulada de distribuição e transmissão no fluxo de caixa. “Em outras palavras, a decepção política é real, mas o dano financeiro é contido”, observam.

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O relatório lembra ainda que a decisão judicial favorável na disputa contábil entre CPFL Brasil e CPFL Paulista concedeu R$ 4,68 bilhões (valor de março de 2025), com a forma de pagamento a ser definida junto à Aneel, sendo esse resultado fundamental para a ação.

Além disso, as concessões Paulista e RGE expiram em 2027, Piratininga em 2028 e Santa Cruz em 2045, cenário que pode ser positivo, já que a avaliação indica que a CPFL está bem posicionada, com bons indicadores e investimentos acima da depreciação regulatória em suas concessões.

“Após uma rápida e merecida reavaliação, a CPFE3 não oferece mais upside significativo além do carry. Por isso, rebaixamos para Neutro, aguardando uma correção de preço ou um novo catalisador para restaurar a assimetria”, conclui o relatório.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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