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Nubank (NU) no radar do UBS BB: Chance de valorização de 45%

19 mar 2026, 11:07 - atualizado em 19 mar 2026, 11:07
ações nubank
(Imagem: Nubank/Divulgação/Unsplash)

O UBS BB elevou a recomendação da Nu Holdings (NU), controladora do Nubank, de “Neutra” para “Compra”, ajustando o preço-alvo de US$ 17,20 para US$ 17,60 por ação —  um potenciall de valorização em torno de 45%.

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O banco destaca que a avaliação atual da fintech é atrativa, considerando expectativas de crescimento sólido de lucros, com Taxa de Crescimento Anual Composta (CAGR) estimada de aproximadamente 24% entre 2026 e 2029.

Os resultados do quarto trimestre de 2025 levaram o UBS a revisar ligeiramente suas projeções de lucro, devido ao aumento do custo de risco e à menor eficiência operacional. Apesar de suas estimativas estarem abaixo do consenso de mercado, o banco projeta que a Nu continuará reportando crescimento sustentado pela aceleração da carteira de empréstimos.

Além disso, a melhora nos resultados das operações mexicanas e o impacto de curto prazo do aumento da renda disponível das famílias brasileiras de classe média — devido à ampliação da isenção do Imposto de Renda — são apontados como catalisadores para a ação.

Carteira de empréstimos em expansão

Em 2025, a Nu expandiu os limites de crédito de seus clientes após aprimorar seu modelo de análise, aumentando significativamente os limites não utilizados (alta de 63% em relação a 2024, contra 4% no ano anterior). Segundo o UBS, a medida deve impulsionar os empréstimos de cartão de crédito nos próximos anos.

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O ticket médio dos cartões da Nu permanece bem abaixo do praticado pelo Itaú, indicando potencial para crescimento. O banco projeta empréstimos de US$ 40,4 bilhões em 2026 (+20% ano a ano) e US$ 47,7 bilhões em 2027 (+18% ano a ano).

Expansão no México e perspectiva de lucro

No México, a fintech mantém foco em crescimento. Desde o início das operações em 2020, a Nu já atingiu 14,1 milhões de clientes, superando o Banorte, que conta com cerca de 13 milhões. Em 2025, os empréstimos mexicanos foram de US$ 1,7 bilhão, os depósitos somaram US$ 6,3 bilhões e o prejuízo atingiu US$ 102 milhões.

O crescimento acelerado de depósitos, equivalente a 363% do total de empréstimos, é considerado anormal e deve se normalizar. O UBS projeta que, com ajustes na estrutura de funding, os lucros da operação mexicana poderiam alcançar aproximadamente US$ 129 milhões.

*Com supervisão de Juliana Américo

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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