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UBS rebaixa recomendação para ações brasileiras de atrativa para neutra; veja motivos

29 maio 2026, 8:54 - atualizado em 29 maio 2026, 8:54
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(Imagem: Canva Pro)

O UBS reduziu sua recomendação para as ações brasileiras de “atrativa” para “neutra”, afirmando que boa parte do potencial de valorização do mercado já foi capturada nos últimos meses e que o cenário para o restante de 2026 ficou mais incerto.

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Segundo relatório publicado nesta semana, o banco avalia que o ambiente para a Bolsa brasileira começa a entrar na dinâmica típica de volatilidade pré-eleitoral. Desde junho de 2025, o mercado brasileiro acumulou alta de cerca de 25% em moeda local e 38% em dólares, movimento impulsionado tanto pelo crescimento dos lucros das empresas quanto pela expansão dos múltiplos.

Para o UBS, três fatores principais justificam uma postura mais cautelosa neste momento: o aumento das incertezas políticas antes da eleição presidencial de outubro, a perspectiva de um ciclo de cortes de juros menor do que o esperado e a piora das preocupações fiscais.

Na avaliação do banco, a disputa eleitoral tende a ganhar peso crescente sobre os ativos brasileiros nos próximos meses. O relatório destaca que a volatilidade costuma aumentar à medida que o primeiro turno se aproxima e afirma que o mercado passou a acompanhar mais de perto pesquisas eleitorais e possíveis mudanças de direção na política econômica.

O UBS também avalia que o impulso vindo da política monetária perdeu força. Após o primeiro corte da Selic em março, o mercado revisou para cima as expectativas para os juros, diante da preocupação com inflação e preços de energia mais elevados. Hoje, a expectativa é de menos de 50 pontos-base adicionais de cortes até outubro.

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Outro ponto citado é o avanço do afrouxamento fiscal em ano eleitoral. Segundo o banco, isso aumenta dúvidas sobre a trajetória da dívida pública e pode elevar o prêmio de risco dos ativos brasileiros, além de deixar o real mais vulnerável em momentos de aversão ao risco global.

Apesar do rebaixamento, o UBS afirma que os fundamentos corporativos continuam relativamente sólidos. O banco observa que as avaliações seguem próximas da média histórica e que os lucros das empresas continuam resilientes.

O relatório também destaca fatores estruturais positivos para o Brasil, como a exposição a minerais críticos, terras raras, energia e infraestrutura. Para o UBS, o mercado brasileiro ainda oferece diversificação dentro dos emergentes por ter menor peso de empresas de tecnologia em comparação com bolsas asiáticas.

O banco afirma que poderá revisar novamente sua visão caso haja melhora das perspectivas para os juros ou uma sinalização eleitoral considerada mais favorável ao mercado. Por enquanto, porém, entende que o cenário político e macroeconômico limita o potencial de alta da Bolsa brasileira no curto prazo.

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Entre os mercados emergentes preferidos pelo UBS atualmente estão China — especialmente o setor de tecnologia —, Coreia do Sul, Indonésia e Malásia.

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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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É jornalista formada pela ECA-USP, com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais para Jornalistas pela B3. Tem mais de 25 anos de experiência e passagem pelas principais redações do país – entre elas, Estadão, Folha, UOL e CNN Brasil. Atualmente, é editora-chefe do Money Times.
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