Economia

Conflito no Oriente Médio: Brasil é menos vulnerável e um país pode lucrar, aponta UBS

09 mar 2026, 14:52 - atualizado em 09 mar 2026, 14:52
(Imagem: pixabay)

O UBS avalia, em relatório, que o Brasil parece ser um dos países emergentes menos expostos ao conflito no Oriente Médio, em meio a superávits de petróleo e taxas reais próximas de máximas históricas, enquanto o risco fiscal aumenta mais rapidamente em outros países.

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O banco suíço afirma manter posição comprada no Brasil em câmbio, juros e ações.

De acordo com o UBS, a Ásia emergente tende a ser a região mais diretamente exposta ao conflito no Oriente Médio, já que cerca de 73% do petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz é destinado à região.

O banco ressalta ainda que entre 40% e 70% do suprimento da commodity em Índia, Coreia do Sul e Tailândia passa pelo Estreito de Ormuz.

“Já vemos sinais de interrupções de oferta que podem afetar a produção industrial em partes da Ásia. Por exemplo, alguns fornecedores de gás na Índia começaram a restringir o fornecimento para a indústria, e Bangladesh fechou quatro de suas cinco fábricas de fertilizantes devido à escassez de gás”, observa o relatório.

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Estados Unidos ganham com o conflito?

Na avaliação do UBS, os Estados Unidos tendem a se destacar caso a situação no Oriente Médio se intensifique. Isso ocorre, segundo o banco, porque a economia norte-americana é menos impactada pelo conflito, por ser exportadora líquida de petróleo.

Além disso, o banco destaca que os EUA tendem a superar outros mercados caso o crescimento global desacelere e fique abaixo de 3,5%, já que apresentam a menor alavancagem operacional.

“Historicamente, os mercados que mais sofrem em choques de petróleo impulsionados pelo lado da oferta são o Japão e os mercados emergentes importadores de petróleo”, explica.

Caso o conflito seja de curta duração e os preços do gás e do petróleo voltem a cair, conforme estimativas do banco, isso tende a reforçar a recomendação de compra em ações de mercados emergentes. De qualquer forma, segundo o UBS, o Brasil parece estar bem posicionado.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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