Guerra

Ucrânia aceita proposta de Lula para trabalhar pela paz, diz assessor presidencial

19 jun 2026, 14:55 - atualizado em 19 jun 2026, 14:55
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Vlodymyr Zelenskiy se encontram durante o G7 (Ricardo Suckert/PR)

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, aceitou uma oferta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ajudar na negociação de um acordo de paz para a guerra da Rússia na Ucrânia, disse um assessor presidencial ucraniano nesta sexta-feira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o assessor de comunicação presidencial da Ucrânia, Dmytro Lytvyn, em uma conversa entre os dois presidentes sobre o que poderia ser feito para reativar a diplomacia, Lula propôs, entre outras ideias, procurar os membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

O próprio Lula afirmou que já havia conversado com os líderes de todos os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança e que deve voltar a fazê-lo.

“Quem é que pode fazer parar essa guerra? Sabe quem? Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU… São eles que têm poder de veto, são eles que podem tomar decisão para a guerra ou para a paz”, disse Lula em uma coletiva de imprensa nesta semana.

“Então agora eu assumi o compromisso de, outra vez, fazer o que eu já fiz, ligar para todos os membros do Conselho de Segurança, os cinco permanentes”, afirmou o presidente brasileiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Vou voltar a falar outra vez, eles são os responsáveis de garantir a paz ou a guerra entre Rússia e Ucrânia. Tem que dar um paradeiro, e somente eles podem dar.”

Ainda na coletiva, Lula afirmou que, em tentativas anteriores de oferecer ajuda para a negociação em torno do conflito, não havia sentido interesse por parte de Zelenskiy ou de lideranças da Rússia e demais integrantes do Conselho de Segurança.

“Agora o Zelenskiy quer paz e está dizendo que quer um cessar-fogo sem colocar nenhum pedido extra, quer a paz para poder discutir a paz”, acrescentou Lula.

Zelenskiy e Lula se encontraram à margem da cúpula do G7, na cidade turística francesa de Evian-les-Bains, na quarta-feira, evento no qual o líder ucraniano aproveitou para instar os aliados a aumentarem a pressão sobre a Rússia para pôr fim à guerra que já dura mais de quatro anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eles concordaram que, em particular, com base nessas ideias e contatos, tentariam alcançar algum resultado e, posteriormente, discutiriam o assunto com base nos resultados”, disse Lytvyn.

Além dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido, com os quais a Ucrânia mantém estreitos contatos diplomáticos, o Conselho de Segurança conta com a Rússia e a China como membros.

Uma iniciativa de mediação apoiada pelos Estados Unidos no início deste ano estagnou em meio à insistência da Rússia em novas concessões territoriais da Ucrânia, algo que Kiev se recusa veementemente a aceitar.

Zelenskiy instou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a retomar os esforços de mediação e a intermediar um encontro presencial entre ele e Vladimir Putin, algo que o líder russo descartou por enquanto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Ucrânia tem feito esforços recentes para revigorar a diplomacia com o objetivo de encerrar a guerra, já que as negociações de paz mediadas pelos EUA ficaram paralisadas devido à guerra no Irã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar