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Um novo FI-Infra chega à bolsa: conheça o investimento e se vale a pena ter na carteira agora

19 ago 2026, 16:09
FI-Infra fundo incentivado de investimento em infraestrutura pública
Fundos de infraestrutura se destacam por oferecer renda passiva com isenção de IR para pessoa física; conheça o novo nome que chega ao pregão da B3 e veja a análise da Empiricus Research (imagem: Canva Pro/P.Chotthanawarapong)

Os fundos incentivados de investimento em infraestrutura (FI-Infra) são uma classe capaz de oferecer algo que os investidores geralmente adoram: renda extra com isenção de Imposto de Renda (IR).

A dinâmica é semelhante à dos fundos imobiliários, que pagam dividendos recorrentes aos seus cotistas. Porém, enquanto a venda de cotas de um FII pode ser taxada quando há ganhos, os FI-Infra se mantêm isentos de IR para pessoa física.

Esses fundos também são negociados na bolsa de valores, com tickers terminados pelo número 11, e têm outras características próprias, que serão explicadas a seguir. Nesse texto, você ainda poderá conhecer um papel que acaba de chegar ao pregão da B3.

Veja: Empiricus publica relatório gratuito sobre um FI-Infra que acaba de chegar à bolsa; confira

O que é um FI-Infra, classe isentas de IR para pessoa física

Os fundos de investimento em infraestrutura levam esse nome porque concentram seus aportes em títulos de renda fixa ligados ao desenvolvimento do setor no país.

Com isso, aportam principalmente em debentures incentivadas – papéis criados para fomentar empresas privadas que desenvolvem projetos ligados à infraestrutura pública. Uma das principais características das debêntures incentivadas é a isenção de IR, uma vantagem que se estende aos FI-Infra.

Aportes em FI-Infras estão sujeitos apenas ao Imposto sobre Operações Fiscais (IOF), que incide apenas caso a venda das cotas seja realizada menos de 30 dias após a compra.

A cobrança do IOF segue a tradicional tabela regressiva. Se o aporte for mantido por apenas um dia, 96% do ganho obtido vai para o imposto. A alíquota diminui diariamente até atingir 3% para quem mantém o papel na carteira por 29 dias. A partir de então, o investidor fica livre da alíquota.

CONHEÇA O MAIS NOVO FI-INFRA A CHEGAR À BOLSA BRASILEIRA

As vantagens dos FI-Infra para além da isenção de IR

Vale destacar novamente que os FI-Infra costumam distribuir seus ganhos aos cotistas com alguma periodicidade, de maneira semelhante aos dividendos dos FIIs.

Além disso, como são negociados em bolsa, pode haver maior liquidez em comparação aos aportes feitos diretamente em debêntures incentivadas. Ou seja, se você precisar dos recursos de volta, tende a ser mais fácil negociar as cotas do fundo do que resgatar papéis de crédito privado.

Porém, vale ressaltar que os FI-Infra estão expostos ao risco de crédito, que é a possibilidade de algum emissor dos ativos que compõem o fundo não honrar com os pagamentos acordados. Além disso, por serem negociados em bolsa, as cotas dos fundos podem enfrentar parte da volatilidade esperada da renda variável.

Saiba mais: especialistas da Empiricus Research detalham as principais características de novo FI-Infra listado na B3

Novo FI-Infra na bolsa: vale a pena investir?

Neste mês, o BTG Pactual Dívida Infra CDI (BCDI11) fez sua estreia na bolsa brasileira. O fundo já era negociado no mercado de balcão desde 2024. Agora, com a listagem na B3, o intuito é aumentar sua liquidez e facilitar o acesso dos investidores.

Com patrimônio de cerca de R$ 190 milhões, esse é um FI-Infra com hedge (proteção) em CDI, como destacado em relatório da Empiricus Research.

O hedge, nesse caso, é uma forma de o fundo oferecer aos seus cotistas retornos atrelados ao CDI, mesmo que invista em debêntures e outros ativos atrelados à inflação (IPCA), por exemplo.

Essa estratégia pode ser interessante, porque busca reduzir a exposição do fundo às oscilações da inflação e do juro real, oriundas dos papéis indexados ao IPCA, e entregar ao investidor um desempenho que acompanha o CDI de maneira mais estável.

A proteção também busca garantir maior estabilidade na frequência com que os ganhos do fundo são distribuídos aos investidores.

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Desempenho do BCDI11 e para quem o fundo se destina

Desde o início de suas operações ainda no mercado de balcão, entre julho de 2024 e julho de 2026, o BCDI11 acumulou retorno de 29,8%, frente aos 25,3% do CDI no mesmo período. É o equivalente a cerca de CDI + 1,9% ao ano – isento de Imposto de Renda.

Os dados estão disponíveis em relatório elaborado pela Empiricus Research, repleto de outras informações sobre o BTG Pactual Dívida Infra CDI (BCDI11).

O relatório está aberto gratuitamente a investidores interessados. Essa é uma oportunidade para conhecer o que os especialistas do time têm a dizer sobre o investimento no fundo, e para quem ele faz mais sentido.

A equipe ainda incluiu detalhes como os setores que fazem parte da carteira do BCDI11 e quais ativos a equipe de gestão prefere evitar.

Basta clicar no link abaixo para conferir o material e entender se está no momento certo de incluir um FI-Infra na sua carteira.

BCDI11: ACESSAR O RELATÓRIO GRATUITO DA EMPIRICUS

Disclaimer: As informações contidas nesta apresentação não podem ser consideradas como única fonte de informações no processo decisório do investidor, que, antes de tomar qualquer decisão, deverá realizar uma avaliação minuciosa do produto e respectivos riscos, face aos seus objetivos pessoais e ao seu perfil de risco (“Suitability”). RENTABILIDADE PASSADA NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA. Assim, não é possível prever o desempenho futuro de um investimento a partir da variação de seu valor de mercado no passado. A RENTABILIDADE DIVULGADA NÃO É LÍQUIDA DE IMPOSTOS. O BTG Pactual não assume que os investidores vão obter lucros, nem se responsabiliza pelas perdas. FUNDOS DE INVESTIMENTO NÃO CONTAM COM GARANTIA DO ADMINISTRADOR, DO GESTOR, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGURO OU FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO – FGC. LEIA O PROSPECTO E O REGULAMENTO ANTES DE INVESTIR.

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Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, escreve sobre o mercado financeiro e economia desde 2021.
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, escreve sobre o mercado financeiro e economia desde 2021.

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