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Uma Argentina no meio do caminho: Minerva Foods (BEEF3) tem 4T23 fraco e ação derrete 9%

26 mar 2024, 16:10 - atualizado em 26 mar 2024, 16:14
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Parte da perda operacional foi vista também no Brasil, veja as visões dos analistas. (Foto: Minerva Foods)

Minerva Foods (BEEF3) reportou, após o fechamento do mercado de segunda-feira (25), seus resultados operacionais e financeiros do quarto trimestre de 2023 (4T23). Os números vieram bem abaixo do consenso do mercado reunido pela Bloomberg e foram apontados como fracos pelos analistas.

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A companhia teve um lucro líquido de R$ 19,8 milhões no período, acumulando um total de R$ 395,5 milhões no ano. A receita recuou 9,8% em relação ao mesmo período em 2022, indo para R$ 6,166 bilhões. Já o Ebtida registrou leve queda de 0,03%, atingindo R$ 605,9 milhões nos últimos três meses.

Nesta terça-feira (26), por volta das 15h50, os papéis da companhia derretiam 9,56%, cotados a R$ 6,53.



Resultados mais fracos têm impacto da Argentina

Os resultados mais fracos podem ser explicados, principalmente, pelos impactos da desvalorização cambial na Argentina. A receita líquida da operação no país vizinho foi negativa em R$ 1,5 bilhão.

Não só a própria companhia trouxe tal constatação no release de resultados, como os relatórios do Itaú BBA, Goldman Sachs e Genial Investimentos.

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“Argentina, que além de ainda sofrer com a volatilidade macroeconômica local, teve de passar por um ajuste contábil de hiperinflação/câmbio (não-caixa) que prejudicou os números (da companhia) no país”, apontou o relatório da Genial.

Além disso, os números no Brasil não animaram e ficaram abaixo do esperado. Os preços de exportação foram em média US$ 4,4 por quilograma no trimestre, levando a uma queda de 7,2% em relação ao trimestre anterior.

Para o Itaú BBA, os pequenos volumes foram responsáveis ​​pela maior parte da perda operacional, compensada na frente internacional. No Brasil, a receita bruta de R$ 3,2 bilhões ficou 17% ao sul da estimativa do banco.

Somado a isso, a incerteza quanto à aprovação da aquisição de 16 ativos da Marfrig pelo Cade, que tem sido demorada, deixa as casas preocupadas em relação a sua concretização.

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“Os investidores continuam a abordar a empresa com cautela por conta da aprovação do M&A com a Marfrig sendo o maior gatilho”, aponta o relatório do Itaú BBA.

Internacional compensou perda operacional

Mesmo com esses pontos negativos no horizonte, o mercado internacional foi um bom ponto de respiro para a Minerva.

No Paraguai, já se observa um patamar normalizado em relação ao período de julho a setembro de 2023. Foi registrado um crescimento de 23,8% nos volumes de um trimestre para o outro e de 30,3% na receita bruta, no mesmo período.

Já no Uruguai, houve um forte avanço de receita líquida, de 59,4%, em relação ao trimestre anterior e de 67,3% na comparação anual, em virtude do bom impulso nos volumes e da oferta de gado no país crescendo gradualmente, aliviando os custos.

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As três casas continuam a recomendar a compra dos papéis da Minerva. Os preços-alvo indicados por Genial, BBA e Goldman são de R$ 14, R$ 11, e R$ 9,20, respectivamente.

A expectativa agora é que em 2024 a companhia concentre esforços nas exportações para os Estados Unidos (EUA), tanto via Brasil quanto seus correspondentes na América Latina.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, atua há 3 anos na redação e produção de conteúdos digitais no mercado financeiro. Anteriormente, trabalhou com produção audiovisual, o que a faz querer juntar suas experiências por onde for.
juliana.caveiro@moneytimes.com.br
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