Usiminas (USIM5) sobe 2% após balanço considerado positivo; é hora de comprar a ação?
Entre as principais altas do Ibovespa (IBOV) no pregão desta sexta-feira (13), a Usiminas (USIM5) desponta com alta de 1,82%, negociada a R$ 6,14, às 12h20. O movimento ocorre após a empresa registrar lucro líquido de R$ 129 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25).
Com isso, a Usiminas reverteu o prejuízo de R$ 117 milhões reportado no mesmo período do ano anterior.
Os analistas apontam que os fundamentos da companhia seguem pressionados, o setor de mineração performou melhor do que o de aço e o fluxo de caixa livre apresentou um número forte.
Além disso, o mercado acompanha a notícia de que a Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a aplicação de direito antidumping definitivo às importações brasileiras de laminados planos a frio e laminados planos revestidos originários da China.
Na avaliação dos analistas, a Usiminas pode ser uma das grandes beneficiadas pela medida. Com exceção do Itaú BBA, no entanto, todos os relatórios consultados pelo Money Times têm recomendação neutra para USIM5.
Fluxo de caixa livre veio forte, mas não deve se manter
O Safra avaliou positivamente o resultado do quarto trimestre de 2025, com fluxo de caixa livre (FCF, em inglês) forte. No entanto, a expectativa é de que os níveis de FCF não se mantenham no primeiro trimestre de 2026, visto que haverá menor liberação de capital de giro.
O banco destacou ainda que o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), de R$ 417 milhões no período, caiu 4% na comparação trimestral.
Isso, afirmou, está relacionado a preços mais baixos no segmento de aço e menores volumes tanto nas divisões de aço quanto de mineração, o que mais do que compensou os preços mais altos do minério de ferro e o menor custo dos produtos vendidos por tonelada em ambos os segmentos.
“A companhia indicou Ebitda mais alto no segmento de aço no primeiro trimestre de 2026; os preços mais elevados devem mais do que compensar embarques estáveis e custo de produtos vendidos por tonelada mais alto. Na divisão de mineração, espera-se que os volumes de vendas sejam menores na comparação trimestral, devido à sazonalidade”, observou o analista do Safra Ricardo Monegaglia.
O Safra seguiu com preço-alvo de R$ 6,20, potencial de valorização de 2,82% para a USIM5.
Investimentos giram ao redor da agenda antidumping
O BTG Pactual, em relatório, considerou o resultado reportado pela Usiminas como decente, com os fundamentos ainda pressionados. O banco destaca, porém, que o debate de investimentos à frente está centrado na agenda de antidumping, que continua evoluindo positivamente.
“Embora o fluxo de notícias seja encorajador, permanecemos cautelosos quanto ao repasse efetivo de preços, dado o risco de triangulação e questões relacionadas às especificações dos produtos. No geral, esperamos que o mercado receba bem os resultados”, ressaltaram os analistas Leonardo Correa e Marcelo Arazi.
Ainda assim, os analistas destacaram que seria preferível maior visibilidade sobre uma retomada sustentável antes de revisar a recomendação para o papel.
O BTG seguiu com preço-alvo de R$ 5 para a Usiminas, uma desvalorização potencial de 17,08%.
Perspectiva mais construtiva para a dinâmica de preços
O Citi apontou que a expectativa no mercado de possíveis tarifas sobre o aço laminado a quente a partir de julho, possivelmente estendendo-se até dezembro contribui para uma perspectiva mais construtiva para 2026 em termos de dinâmica de preços da Usiminas.
Além disso, o banco destacou positivamente a aprovação de medidas antidumping sobre o aço laminado a frio e o aço galvanizado de origem chinesa.
O Citi manteve o preço-alvo de R$ 7 para o papel, com potencial de valorização de 16,09%.
Ebitda mais forte impulsionado pela mineração
O Itaú BBA avaliou como ligeiramente positivo o balanço da Usiminas no quarto trimestre, influenciado positivamente pela divisão de mineração, tanto pela performance melhor do que esperado do volume quanto dos preços.
O banco ainda observou que, pelo guidance para 2026, a companhia previu a melhora do Ebitda atrelada à divisão de aço no primeiro trimestre deste ano, devido ao mix melhor e ao retorno por tonelada, compensando os custos mais elevados.
No 4T25, a divisão de aço da Usiminas reportou queda de 3% no volume doméstico.
Diferentemente das demais casas, o Itaú BBA manteve a recomendação de compra e preço-alvo de R$ 7 para a ação, um potencial de valorização de 16,09%.