Alimentos

Usuários de canetas emagrecedoras contrariam expectativa e comem mais chocolate do que antes, segundo estudo

10 mar 2026, 11:41 - atualizado em 10 mar 2026, 11:41
coelhinho, um ovo de páscoa caneta emagrecedora (1)
Imagem: Copilot (IA)

A popularização dos usuários de canetas emagrecedoras como Ozempic, Wegovy e outras está afetando o sono dos executivos da indústria de alimentos e bebidas ao redor do mundo. No entanto, contrariando esse movimento, um segmento com alto potencial de abalo para baixo comemora o aumento do consumo: o de chocolates.

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Cerca de 15% dos lares nos Estados Unidos utilizam GLP-1 (hormônio utilizado nas canetas). Ao mesmo tempo, esse grupo responde por 17,5% das vendas de chocolate. Os dados são de um estudo encomendado pela Lindt & Sprüngli à consultoria Circana.

Chocolates seguem no cardápio

Apesar de esse público reduzir o consumo de alimentos com muitas calorias, eles ainda buscam algum “alívio” para a dieta, disse o CEO da Lindt, Adalbert Lechner, citado pela agência de notícias Reuters.

Porém, os usuários de GLP-1 não buscam um alimento qualquer. Segundo Lechner, esse grupo busca produtos premium. No caso, chocolates com maior teor de cacau e menos açúcar.

“Menos é mais — pequenas recompensas com um momento de prazer, em vez de comer sem pensar”, disse.

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Lindt engorda vendas com usuários de GLP-1

Enquanto parte dos usuários das “canetas emagrecedoras” buscam perder peso, eles estão engordando as vendas da Lindt nos EUA.

Segundo a companhia, as vendas de chocolate premium cresceram quase 17% em 2025 para esse grupo. Em paralelo, o aumento foi apenas de 6,5% nas vendas para os consumidores que não utilizam o medicamento.

Esse movimento vai contra a expectativa de analistas do banco Berenberg, que haviam previsto que a chegada de versões orais dos medicamentos GLP-1 teria impacto negativo no setor de alimentos, em especial, no mercado de confeitaria.

A expectativa era que essa mudança reduziria o volume de vendas da Lindt em cerca de 0,9 ponto percentual até 2027.

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Para o CEO, o coelhinho da Páscoa não vai passar fome

Apesar dessa visão dos analistas, Lechner disse que não vê os medicamentos GLP-1 como uma ameaça ao negócio no futuro.

Para o CEO, as aprovações regulatórias na Europa sobre as canetas podem provocar mudanças de comportamento do consumidor semelhantes às observadas na terra do Tio Sam.

Novas versões do GLP-1, como o comprimido, devem ampliar o uso desses medicamentos para além dos atuais usuários das injeções, incluindo mais homens e pacientes mais jovens — indicando um cenário positivo para as empresas de chocolates considerados premium.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

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