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Vale ficar de olho? O que esperar de Taesa (TAEE11), Hapvida (HAPV3) e Oncoclínicas (ONCO3); confira no Money Picks

30 mar 2026, 8:00 - atualizado em 27 mar 2026, 15:00
Veja destaques do Money Picks desta semana

No Money Picks dessa semana, os jornalistas do Money Times apresentam três ações que estão causando incertezas nos investidores. Veja quais são as análises dos principais bancos e corretoras sobre Taesa (TAEE11), Hapvida (HAPV3) e Oncoclínicas (ONCO3).

1 – Taesa (TAEE11)

A Taesa segue sendo como uma ação previsível e focada em dividendos, quase como uma “renda fixa disfarçada”. A empresa mantém uma forte capacidade de distribuição de proventos — recentemente aprovou mais de R$ 1 bilhão, praticamente 100% do lucro regulatório.

Por outro lado, a Genial Investimentos acendeu um alerta ao destacar a alavancagem elevada, com dívida líquida/EBITDA acima de quatro vezes, a maior do setor. Além disso, a companhia tem poucos projetos novos e concessões com prazo médio menor, o que limita o crescimento.

No fim, o papel continua atrativo para renda, mas com poucos gatilhos de valorização. Ou seja, pode entregar bons dividendos, mas dificilmente deve apresentar alta relevante no curto prazo.

2 – Hapvida (HAPV3)

A Hapvida teve seu preço-alvo reduzido pelo Citi, refletindo uma visão mais cautelosa. Apesar de ainda haver potencial de alta, os resultados recentes preocupam: o lucro caiu cerca de 65% no trimestre e mais de 30% no ano.

O principal ponto de atenção é a execução. O mercado ainda não enxerga com clareza como a empresa pretende melhorar seus resultados, o que reduz a confiança. Além disso, há preocupação com a geração de caixa, que pode ficar negativa em 2026.

Com isso, o Citi mantém recomendação neutra e alerta para o risco elevado. A empresa tem caixa relevante, mas a baixa visibilidade e as incertezas fazem com que o mercado prefira esperar sinais mais concretos de recuperação.

3 – Oncoclínicas (ONCO3)

A Oncoclínicas avalia um possível aporte de R$ 500 milhões da MAK Capital, o que indica interesse nos ativos, mas também evidencia a necessidade urgente de capital no curto prazo.

Paralelamente, a empresa negocia com a Porto (PSSA3) e o Fleury (FLRY3) a criação de uma nova estrutura, que envolveria a transferência de ativos e dívidas relevantes. Esse movimento pode ajudar na reorganização, mas traz incertezas sobre o valor que restaria aos acionistas.

Diante do cenário, o JP Morgan mantém recomendação de venda. Há múltiplas negociações em andamento, mas pouca clareza sobre o desfecho e, principalmente, sobre quanto disso pode beneficiar o investidor.

4 – Bônus: WEG (WEGE3)

A Weg é uma das principais histórias de geração de valor da bolsa brasileira, mesmo atuando em setores pouco “populares”, como equipamentos industriais e energia. A empresa se destaca pela consistência dos resultados e pela capacidade de crescer de forma sustentável ao longo do tempo.

Para a Empiricus, trata-se de uma “compounder”, ou seja, uma ação focada em acumular valor no longo prazo. Com presença global e disciplina na alocação de capital, a companhia mantém um ciclo virtuoso de crescimento, ganho de escala e margens elevadas, sustentando altos retornos sobre o capital investido.

Apesar de não estar barata, a ação ainda tem espaço para valorização, apoiada pelo crescimento dos resultados e pela expectativa de queda de juros no Brasil. O preço-alvo é de R$ 65, o que representa um potencial de alta de cerca de 35%.

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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