Mineração

Vale poderá elevar produção de minério de ferro em até 3% em 2026

02 dez 2025, 10:39 - atualizado em 02 dez 2025, 11:24
vale ações
(Imagem: Reuters/Washington Alves)

A mineradora Vale (VALE3) poderá aumentar a produção de minério de ferro em até 3% em 2026 ante o esperado para 2025, de acordo com projeções divulgadas pela empresa nesta terça-feira, que indicam ainda uma certa estabilidade nos investimentos para o próximo ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia, que busca retomar a liderança global na produção de minério de ferro, superando a Rio Tinto, prevê produzir entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas de minério de ferro em 2026, ante aproximadamente 335 milhões de toneladas neste ano.

A estimativa para este ano ficou no limite superior do intervalo de produção previsto para 2025, que era de 325 milhões a 335 milhões de toneladas, apontou a Vale, antes do evento anual da mineradora, em Londres, nesta terça-feira.

  • SAIBA MAIS: Quer investir com segurança e rentabilidade? Com o simulador do Money Times, você recebe sugestões personalizadas com base no seu perfil; é gratuito 

A mineradora, que está recuperando a capacidade produtiva perdida após o rompimento de barragem em Brumadinho em 2019, também manteve previsão de atingir a produção de cerca de 360 milhões de toneladas de minério de ferro em 2030.

O custo caixa C1 no minério de ferro (excluindo compras de terceiros), que se refere ao custo de produção da mina ao porto de embarque, foi estimado entre US$20 e US$21,5 por tonelada em 2026, ante US$21,3 por tonelada em 2025.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Investimentos

A companhia prevê investimentos de capital de US$5,4 bilhões a US$5,7 bilhões em 2026, versus US$5,5 bilhões em 2025, em momento em que a empresa foca em aportes no programa Novo Carajás, em ativos de minério de ferro e cobre, principalmente.

Do total, a empresa espera investir no ano que vem US$1,1 bilhão para crescimento, versus US$1,2 bilhão em 2025, enquanto o restante dos aportes será destinado para manutenção.

De 2027 em diante, a companhia projeta menos de US$6 bilhões, com o total destinado para “crescimento” avançando para cerca de US$1,4 bilhão.

A Vale calcula ainda aportes de US$2,6 bilhões no ano que vem em atividades relacionadas com os rompimentos de barragens em Mariana e Brumadinho ocorridos em 2015 e 2019, respectivamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os aportes relacionados aos colapsos de barragens incluem descaracterização de estruturas, desembolsos previstos a partir de acordos de reparação e compensação e despesas incorridas.

Os aportes relacionados a esses compromissos devem recuar para US$1,9 bilhão em 2027, seguido por US$1,3 bilhão em 2028, US$1,5 bilhão em 2029, além de US$800 milhões em 2030.

Dos investimentos de capital, cerca de US$4 bilhões serão empenhados em soluções de minério de ferro em 2026, ante aproximadamente US$3,9 bilhões neste ano.

Já os investimentos de capital da subsidiária Vale Base Metals estão estimados em cerca de US$1,6 bilhão em 2026, estável ante o ano anterior, chegando a cerca de US$2 bilhões em 2027 e em diante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Metais da transição energética

Assim como no minério de ferro, a Vale atingiu o limite superior da meta de produção para 2025 para o cobre e o níquel.

No cobre, a companhia projetou produção de cerca de 370 mil toneladas neste ano, ante meta de 340-370 mil para o ano.

Para 2026, prevê intervalo entre 350 mil e 380 mil toneladas, subindo a 420 a 500 mil toneladas em 2030 e chegando a cerca de 700 mil em 2035.

Em paralelo, a mineradora informou que sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) e a Glencore assinaram um acordo para avaliar conjuntamente um potencial projeto de desenvolvimento de cobre em área já explorada, em propriedades adjacentes na Bacia de Sudbury, no Canadá.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o níquel, a Vale prevê produção de 175 mil a 200 mil toneladas em 2026, ante 175 mil para 2025, subindo a 210-250 mil toneladas em 2030.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar