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Vale (VALE) diz que avaliou, mas decidiu não investir na Bamin

25 jun 2026, 16:30 - atualizado em 25 jun 2026, 16:52
Locomotiva da Vale abastecida com Diesel R em Vitória (ES) Petrobras
(Judeu Marc / Divulgação Vale)

A Vale (VALE3) informou que avaliou a oportunidade e não aprovou qualquer investimento relacionado à Bahia Mineração (Bamin) e reafirmou que suas decisões seguem critérios técnicos, independentes e alinhados às regras de governança da companhia.

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Em comunicado, a empresa afirmou que avalia oportunidades de investimento regularmente, especialmente em ativos que possam contribuir para suas prioridades estratégicas. Segundo a mineradora, qualquer decisão de alocação de capital passa por análises técnicas, econômicas e financeiras, mas, no caso da Bamin, nenhum investimento foi aprovado.

A companhia também comentou as negociações para a otimização dos contratos de concessão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). De acordo com a Vale, as conversas continuam com o Ministério dos Transportes, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Infra S.A., dentro das competências legais de cada órgão.

A mineradora reiterou seu compromisso com as diretrizes definidas no acordo firmado em dezembro de 2024 para a otimização das concessões ferroviárias, especialmente em relação à base de ativos e às obras de infraestrutura. A empresa afirmou ainda que está em dia com todas as obrigações previstas nos contratos de concessão e continuará cumprindo integralmente seus compromissos.

Segundo a Vale, a conclusão do processo de otimização, após eventual aprovação pelo Tribunal de Contas da União (TCU), poderá trazer maior previsibilidade, segurança jurídica e definição sobre as obrigações e investimentos vinculados às duas ferrovias, contribuindo para a eficiência operacional de longo prazo e para a manutenção de seu sistema logístico integrado.

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No comunicado, a companhia também esclareceu aspectos relacionados ao programa conhecido como "mini-minas". A Vale informou que, há alguns anos, mantém parcerias comerciais com mineradoras de menor porte no Brasil para aquisição de produtos destinados à venda final ou à composição de misturas de minério.

De acordo com a empresa, essas parcerias aumentam a flexibilidade de seu portfólio, permitem ganhos de eficiência de custos e melhor aproveitamento da capacidade logística. A companhia destacou que as decisões envolvendo esses acordos são tomadas com base em avaliações técnicas realizadas por um comitê multidisciplinar, seguindo os procedimentos internos de governança.

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