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Vale (VALE3) a pena? Ações da empresa são afetadas por decisões econômicas da China e recuam; confira a recomendação

20 fev 2024, 17:55 - atualizado em 20 fev 2024, 17:55
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Recuo do minério de ferro ao menor nível em três meses afeta ações da Vale (VALE3) (Imagem: Reuters/Washington Alves)

O minério de ferro recuou ao menor nível em três meses, após dados econômicos da China surpreenderem negativamente analistas. Como consequência, as ações da Vale (VALE3) recuavam 2,50% às 16h55 desta terça-feira (20), sendo negociadas a R$ 65,80.

O Banco Central Chinês manteve a taxa básica de juros de um ano em 3,45% e reduziu a taxa juros de referência para empréstimos (LPR) de 5 anos a 3,95%.

A medida não foi acompanhada de alterações nas taxas de juros de curto prazo, o que fez com que investidores que esperavam ações mais contundentes do governo chinês ficassem decepcionados.

O movimento da China foi feito de forma a impulsionar o setor imobiliário do país, pois os juros que foram alterados são utilizados para o financiamento de imóveis.

O setor imobiliário da China demanda grandes quantidades de minério de ferro, o que afeta o preço da commodity. Com uma queda na procura pelo minério, o preço dele também cai e as receitas de empresas que exportam ferro também são afetadas.

XP faz recomendação de compra para Vale (VALE3)

Apesar das ações em queda, a XP Investimentos elevou a recomendação do papel para o nível de “compra”.

Em um relatório assinado pelos analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernando Urbano, “Notamos que a Vale está negociando significativamente abaixo do que os preços do minério de ferro sugeririam (-23%), com o minério de ferro implícito bem abaixo dos preços spot (US$ 96/t vs. US$ 128/t). Como acreditamos que o minério de ferro deve permanecer em patamares elevados ao longo de 2024, vemos uma assimetria positiva para as ações”.

A XP espera uma tendência de estabilidade ou de ligeiro aumento na demanda por aço, sustentando os preços do minério de ferro em níveis elevados.

A esperança é baseada na falta de expectativas de aumentos significativos da capacidade de minério de ferro no curto prazo, com estímulos econômicos anunciados para 2024 e um desempenho relativo mais forte da infraestrutura.

Estagiária
Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP). Apaixonada pela escrita e pelo audiovisual, ingressou no Money Times em 2023.
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Jornalista em formação pela Universidade de São Paulo (ECA-USP). Apaixonada pela escrita e pelo audiovisual, ingressou no Money Times em 2023.
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