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Vale (VALE3) dispara 5% com fluxo estrangeiro

03 fev 2026, 18:36 - atualizado em 03 fev 2026, 19:40
Vale VALE3
(Imagem: Reuters)

A Vale (VALE3) encerrou esta terça-feira (3) a R$ 88,99, alta de 4,9%, em um movimento que refletiu diretamente em sua sócia Bradespar, que subiu 4,8%. O Ibovespa, que tem cerca de 11% de VALE3 em sua composição, avançou 1,6%. As ações da mineradora também foram as mais negociadas da B3, com aproximadamente 65,9 mil negócios e giro financeiro de R$ 3,1 bilhões.

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O desempenho está ligado ao movimento de rotação global, iniciado na segunda quinzena de janeiro, marcado pela saída de dólares dos mercados norte-americanos em direção a emergentes como o Brasil. VALE3 já acumula alta de 23% só em 2026 e de 84% em 12 meses.

A escalada das tensões geopolíticas envolvendo o presidente Donald Trump, com episódios na Venezuela, Groenlândia e Irã, foi o gatilho para essa realocação de recursos, segundo analistas.

“Diante de crescentes incertezas geopolíticas envolvendo algumas das principais potências mundiais, os investidores seguem reduzindo a exposição em ativos norte-americanos, em busca de maior diversificação geográfica”, afirmaram recentemente os estrategistas do Itaú BBA, Victor Natal e Mathias Venosa.

A B3 registrou fluxo recorde de investimentos estrangeiros neste início de ano, com R$ 26,3 bilhões injetados apenas em janeiro, o melhor resultado desde o início de 2022.

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A alta da Vale acontece mesmo após a queda dos futuros do minério de ferro nesta terça-feira: o contrato de minério de ferro mais negociado para maio na bolsa de Dalian recuou 1,14%, a 777,5 iuanes (US$112,06) por tonelada.

O que ainda esperar da Vale

Mais cedo, o Itáu BBA elevou o preço-alvo para o fim de 2026 de US$ 14 para US$ 19 por ADR, o que implica um potencial de valorização de quase 18% frente aos níveis atuais.

Na leitura dos analistas, a tese da mineradora segue sustentada por três vetores principais: melhora operacional, preços mais altos dos metais básicos e um pano de fundo macro que favorece ativos reais e mercados emergentes.

“A Vale continua bem posicionada para se beneficiar da busca global por ativos reais, em um ambiente de desvalorização das moedas e maior apetite por commodities metálicas”, afirmam os analistas do Itaú BBA, em relatório divulgado nesta terça-feira (3).

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em mercado financeiro. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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