Vale (VALE3) avalia impacto de ação do MPF que pede paralisação da Estrada de Ferro Carajás; veja
Após tomar conhecimento da ação do Ministério Público Federal (MPF) que pede a suspensão da operação de um trecho e 16 km da segunda linha férrea da Estrada de Ferro Carajás, a Vale (VALE3) comunicou ao mercado que a questão, ao menos por ora, não representa impacto operacional relevante.
De acordo com esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de quarta-feira (4), a mineradora já se manifestou nos autos do processo e apresentará sua defesa.
“A companhia reitera seu compromisso com a transparência e com a colaboração com as autoridades, e manterá o mercado informado sobre quaisquer desdobramentos materiais relacionados ao assunto”, diz o comunicado.
Ação do MPF contra a Vale
O MPF entrou na Justiça em 27 de fevereiro com uma ação em que pede a decisão urgente contra a Vale e o Ibama para que interrupção do funcionamento da segunda linha férrea da Estrada de Ferro Carajás (EFC), no trecho que corta a Terra Indígena (TI) Mãe Maria, no sudeste do Pará.
A mineradora usa a EFC para escoar milhões de toneladas de minério produzido na região.
De acordo com as investigações, a Vale está operando na região a via duplicada sem a respectiva Licença de Operação (LO), expedida pelo Ibama, e sem ter realizado a Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI), direito garantido aos povos indígenas afetados.
Além da paralisação, o MPF pede a condenação da mineradora ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.
*Com informações do Estadão Conteúdo