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Vale (VALE3) é multada em R$ 1,7 milhão e tem atividades suspensas; entenda

29 jan 2026, 15:36 - atualizado em 29 jan 2026, 15:36
Vale VALE3
Governo de MG autua Vale em R$ 1,7 milhão por danos ambientais e suspende operação de minas (Imagem: Reuters)

O governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), autuou a mineradora Vale (VALE3) em R$ 1,7 milhão por danos ambientais, em decorrência de extravasamentos ocorridos no último domingo em estruturas das minas de Fábrica e Viga, localizadas nos municípios de Ouro Preto e Congonhas.

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A secretaria determinou também a suspensão das atividades operacionais nas cavas das duas minas por tempo indeterminado.

As autuações foram aplicadas com base no decreto nº 47.383/2018, que trata de infrações ambientais, incluindo poluição e demora na comunicação de acidentes ambientais.

A suspensão das atividades, por sua vez, deve seguir até que seja comprovada a eliminação dos riscos ambientais e a adoção de medidas de controle eficazes por parte da Vale.

No caso da Mina de Viga, a suspensão se aplica para todo o empreendimento. Já em relação à Mina de Fábrica, a suspensão é específica para atividades na cava 18 do empreendimento.

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A Semad determinou que a Vale cumpra imediatamente uma série de medidas emergenciais iniciais, que incluem a limpeza das áreas afetadas e a adoção de ações para conter novos carreamentos de sedimentos.

“A empresa também deve iniciar, de imediato, o monitoramento das águas do entorno para acompanhar a evolução do caso e apresentar um plano de recuperação ambiental dessas áreas degradadas, contemplando a limpeza das margens, o desassoreamento e outras intervenções necessárias para a recuperação integral dos cursos d’água atingidos”, afirmou o superintendente de Fiscalização Ambiental da Semad, Gustavo Endrigo.

O superintendente destacou ainda que a empresa deve enviar um relatório detalhado que apresente a causa do evento e todas as consequências.

Em ambas as minas, a fiscalização constatou falhas no sistema de drenagem, agravadas pelo elevado índice de chuvas na região Central de Minas Gerais.

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No caso da Mina da Fábrica, houve extravasamento de água com sedimentos, com volume estimado em 262 mil metros cúbicos, atingindo áreas internas de da empresa CSN. O episódio também resultou em assoreamento de cursos d’água afluentes do Rio Maranhão, incluindo os córregos Ponciana e Água Santa.

Na fiscalização realizada na Mina de Viga, o Núcleo de Emergência Ambiental (NEA) da Semad constatou escorregamento de talude natural na área de lavra, com lançamento e carreamento de sedimentos para o córrego Maria José e para o Rio Maranhão.

A extensão completa dos impactos está sendo dimensionada pela Semad, a partir de análises técnicas no local.

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