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Vale (VALE3) no Canadá: O que a nova joint venture de níquel significa para suas ações?

20 fev 2026, 9:42 - atualizado em 20 fev 2026, 9:42
Vale VALE3
(Imagem: Reuters)

Vale(VALE3) anunciou nesta quinta-feira (19) um novo movimento em sua estratégia para metais básicos — uma frente vista como peça-chave para o crescimento da mineradora nos próximos anos.

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A companhia informou que sua subsidiária Vale Base Metals (VBM) firmou um acordo para criar um consórcio voltado ao cinturão de níquel de Thompson, em Manitoba, uma das principais regiões mineradoras do Canadá.

O acordo foi fechado com Exiro MineralsOrion Resource Partners e Canada Growth Fund, e prevê a criação de uma nova empresa. Nesse novo arranjo, a VBM passará a ter participação minoritária de 18,9%, enquanto os parceiros ficarão com 81,1%.

Os integrantes do consórcio se comprometeram a investir até US$ 200 milhões para sustentar a operação de níquel na região, segundo comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além disso, a Vale assinou um contrato de offtake — que garante o direito de compra futura da produção — para o concentrado de níquel produzido na usina de Thompson. A conclusão da transação é esperada até o fim de 2026, sujeita às aprovações regulatórias e governamentais.

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Revisão de ativos em andamento

A Vale afirmou que a operação integra a revisão estratégica dos ativos de Thompson, com foco em aumentar a competitividade do portfólio global da VBM e destravar valor no longo prazo.

Para Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, o impacto financeiro imediato do acordo é limitado, já que o níquel ainda tem peso reduzido no resultado consolidado da Vale, mas o futuro promete

“Apesar da baixa relevância no curto prazo, o movimento é estratégico olhando para o futuro, especialmente diante da transição energética”, afirmou.

A operação de Thompson produz entre 10 mil e 12 mil toneladas de níquel por ano — cerca de 5% da produção total da VBM — e já estava sob revisão estratégica. Segundo Hungria, o novo investimento ajuda a acelerar a recuperação dos ativos de metais básicos.

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“O acordo e os investimentos que os novos parceiros se comprometeram a realizar ajudam a acelerar a produção na região, e está em linha com a estratégia de tunaround dos ativos da VBM, que vem mostrando grande evolução nos últimos trimestres”, disse.

“Inclusive, entendemos que a recuperação da VBM e o aumento da participação de cobre e níquel nos resultados terá papel fundamental para um re-rating de VALE3, que negocia com desconto com relação às pares australianas”, completou Hungria.

Já analistas do Citi adotam uma visão mais cautelosa. Para o banco, a operação enfrenta dificuldades de rentabilidade há anos e poderia até ser encerrada.

“A operação vem enfrentando dificuldades de rentabilidade nos últimos anos, e a alternativa mais provável seria o seu fechamento. Na nossa avaliação, a transação não deve ter impacto relevante sobre o preço das ações da Vale”, escreveram os analistas em relatório.

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Apesar disso, o Citi manteve recomendação de compra para as ações da Vale, com preço-alvo de US$ 14.

Metais básicos: o centro da estratégia da Vale

A divulgação do negócio desta quinta-feira (19) vem na esteira da divulgação de uma forte performance de caixa no quarto trimestre de 2025. Na ocasião, a Vale reforçou que os metais básicos estão no centro de sua estratégia de crescimento, com destaque para o cobre e para a expectativa de equilíbrio estrutural no mercado de níquel.

“Os metais básicos estão no centro da nossa ambição de crescimento e criação de valor”, afirmou o CEO da companhia, Gustavo Pimenta, durante a teleconferência de resultados. “Estamos extremamente confiantes de que conseguiremos destravar ainda mais valor ao executar nossa estratégia de longo prazo.”

Entre outubro e dezembro, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado da mineradora somou US$ 4,8 bilhões, alta de 17% na comparação anual.

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Já a divisão de metais básicos mais que dobrou o resultado operacional, alcançando US$ 1,4 bilhão.

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