Vale (VALE3) supera expectativas e produz 90,4 milhões de toneladas de minério no quarto trimestre
A Vale (VALE3) produziu 90,4 milhões de toneladas de minério de ferro no quarto trimestre de 2025, segundo relatório divulgado nesta terça-feira (27). O volume representa alta de 6% na comparação anual, mas queda de 4,2% frente ao terceiro trimestre, movimento já esperado pelo mercado por conta da sazonalidade do período chuvoso.
Na comparação com o mesmo período de 2024, o avanço foi sustentado pelo melhor desempenho dos sistemas Sudeste e Sul, além do ramp-up dos projetos Capanema e VGR1. Já na base trimestral, a retração reflete o menor ritmo operacional típico do fim de ano, após um terceiro trimestre mais forte.
No acumulado de 2025, a produção de minério de ferro somou 336,1 milhões de toneladas, crescimento de 2,6% em relação a 2024, ficando próxima do teto do guidance atualizado da companhia.
As vendas de minério de ferro totalizaram 84,9 milhões de toneladas no quarto trimestre, avanço de 4,5% na comparação anual, mas queda de 1,3% frente ao 3T25.
Antes da divulgação, analistas trabalhavam com estimativas que iam de 76,2 milhões de toneladas em finos, segundo a Genial, a 83,8 milhões de toneladas considerando minério de ferro e pelotas, de acordo com projeção do Santander. O volume divulgado ficou acima das projeções mais conservadoras e praticamente em linha com as estimativas mais amplas.
No ano, as vendas alcançaram 314,4 milhões de toneladas, alta de 2,5% em relação a 2024.
Mesmo com a queda sequencial nos volumes, o preço do minério de ferro deve ajudar a sustentar o desempenho do trimestre.
O preço médio realizado dos finos foi de US$ 95,4 por tonelada, alta de 2,6% na comparação anual e avanço de 1,1% frente ao terceiro trimestre, em linha com o que analistas das duas casas projetavam — entre US$ 95 e US$ 96 por tonelada.
Por outro lado, os prêmios seguiram pressionados. O prêmio all-in, ou seja, sobre o preço de referência do minério de ferro, caiu para US$ 0,9 por tonelada, recuo de 80% na base anual e de 57% na comparação trimestral, refletindo a menor contribuição das pelotas em um ambiente de mercado ainda desfavorável para esse produto.
Vale e os metáis básicos
Além do minério de ferro, a Vale também apresentou desempenho positivo nos metais básicos no quarto trimestre de 2025, com avanço tanto na base trimestral quanto anual, em linha — e em alguns casos acima — das expectativas de analistas.
A produção de cobre somou 108,1 mil toneladas no 4T25, alta de 6,2% na comparação anual e avanço expressivo de 19,1% frente ao terceiro trimestre, quando havia totalizado 90,8 mil toneladas. O resultado ficou acima das projeções de mercado, que apontavam produção entre 98 mil e 101 mil toneladas, segundo estimativas de Genial e Santander.
No acumulado de 2025, a produção de cobre atingiu 382,4 mil toneladas, crescimento de 9,8% em relação a 2024 e acima do teto do guidance atualizado da companhia, de cerca de 370 mil toneladas.
As vendas de cobre acompanharam o aumento da produção e totalizaram 106,9 mil toneladas no trimestre, alta de 8% na base anual e de 18,8% na comparação trimestral.
O preço médio realizado foi de US$ 11.003 por tonelada, avanço de 19,8% em relação ao 4T24 e de 12,1% frente ao trimestre anterior, beneficiado pela forte valorização do cobre na LME e por menores descontos de tratamento e refino.
Analistas já esperavam um ambiente mais favorável de preços para a commodity, com estimativas que giravam em torno de US$ 10,6 mil a US$ 11 mil por tonelada.
No níquel, a produção alcançou 46,2 mil toneladas no 4T25, alta de 1,5% na comparação anual, mas leve queda de 1,3% frente ao 3T25. O desempenho ficou próximo das projeções do mercado, que estimavam volumes em torno de 44 mil a 45 mil toneladas.
No acumulado do ano, a produção de níquel somou 177,2 mil toneladas, crescimento de 10,8% em relação a 2024 e levemente acima do teto do guidance atualizado, de aproximadamente 175 mil toneladas.
As vendas de níquel totalizaram 49,6 mil toneladas no quarto trimestre, avanço de 5,3% na base anual e alta de 15,6% na comparação trimestral, refletindo a liberação de estoques no fim do ano.
O preço médio realizado foi de US$ 15.015 por tonelada, queda de 7,1% em relação ao 4T24 e recuo de 2,8% frente ao trimestre anterior, em um contexto de excesso de oferta global, especialmente vindo da Indonésia.