Destaques da Bolsa

Vamos (VAMO3) cai mesmo após balanço considerado positivo; o que pesa nas ações?

12 ago 2026, 13:08
Vamos, VAMO3, Empresas, Mercados, Destaques da Bolsa, Ibovespa, Ações
(Imagem: Vamos/Divulgação)

As ações da Vamos (VAMO3) operam volatéis desde o início do pregão e figurado na ponta negativa Ibovespa (IBOV) nesta quarta-feira (12) em reação ao balanço do segundo trimestre (2T26).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta de 13h (horário de Brasília), VAMO3 operava com queda de 0,36%, a R$ 2,79. Mais cedo, os papéis chegaram a cair mais de 2%. Acompanhe o Tempo Real.



A companhia de aluguel e gestão de frotas de veículos pesados reportou lucro líquido de R$ 101,1 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 9,0% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 6,6% no trimestre, na comparação anual, para R$ 971,5 milhões. A receita líquida, por sua vez, somou R$ 1,56 bilhão, alta de 10,8% em um ano.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido de R$ 90 milhões para a Vamos no período, com Ebitda de R$ 966 milhões, segundo dados compilados pela LSEG.

Balanço positivo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os analistas, em consenso, avaliam os números de Vamos como positivos.

Para o Bradesco BBI, o balanço reforçou a recuperação operacional da companhia e a melhora gradual dos lucros. ” A combinação de maior utilização da frota, queda nas retomadas e expansão da margem de Locação sugere uma inflexão importante após um período mais desafiador”, afirmaram os analistas André Ferreira e José Ricardo Rosalen.

Na mesma linha, o Citi destacou que os números confirmaram a resiliência indicada na prévia operacional, divulgada em julho. “Embora já tivéssemos incorporado o crescimento da receita e a melhor utilização da frota, a receita de aluguel veio ligeiramente melhor e impulsionou a geração de Ebitda, em conjunto com o benefício de custos”, avaliou o analista Filipe Nielsen.

O BTG Pactual chamou a atenção para o lucro líquido, que veio acima do esperado pelo banco.

O que pesa nas ações de Vamos?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na visão do Citi, as surpresas positivas do balanço já eram amplamente esperadas pelo mercado e a alavancagem da companhia permaneceu elevada. A Vamos terminou o trimestre com o nível de endividamento de 3,0 vezes a dívida líquida/Ebitda.

“Embora a Vamos tenha gerado mais caixa do que esperávamos, a alavancagem permaneceu elevada mesmo após a conclusão do aporte de capital de R$ 600 milhões no trimestre, o que pode continuar pressionando os resultados neste ano, apesar do momento operacional positivo”, afirmou o analista Filipe Nielsen.

Ele também considera que o programa Move Brasil, do governo federal, parece estar afetando o apetite dos clientes pela compra de caminhões usados, estimulando o adiamento das decisões de compra.

Hora de comprar?

Na visão do BTG Pactual, o mercado deve seguir acompanhando potenciais impactos do atual cenário macroeconômico e das eleições presidenciais sobre a demanda; atualizações sobre a governança e o cargo de CFO; as tendências de reintegração e a maturação da Sempre Novo; e a expansão da rede de Seminovos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para os analistas do banco, VAMO3 negocia com um valuation ‘barato’, mas o desempenho da ação deve continuar sendo ditado pelo fluxo de notícias macro.

Confira as recomendações e preços-alvos para VAMO3:

Banco/CorretoraRecomendação Preço-alvoPotencial de valorização*
Bradesco BBICompra R$ 6,00114,29%
BTG PactualCompra R$ 4,5060,71%
CitiNeutra R$ 3,5025,00%
Itaú BBACompra R$ 5,0078,57%
SafraCompra R$ 7,00150,00%

*potencial de valorização sobre o preço de fechamento anterior. Em 11/08/2026, VAMO3 encerrou as negociações cotada a R$ 2,80.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar