Vantagem entre Lula e Flávio Bolsonaro cai ao menor nível da série, aponta pesquisa Atlas/Bloomberg
Pesquisa mensal da Atlas/Bloomberg para a eleição presidencial 2026, divulgada nesta quarta-feira (25), aponta que a diferença entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caiu ao menor nível no primeiro turno desde que o nome do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) passou a ser considerado pelo instituto, em novembro de 2025.
Nos quatro cenários de primeiro turno em que Lula e Flávio Bolsonaro foram incluídos como adversários, o atual presidente teria entre 45% e 47,1% dos votos e senador variaria de 33% a 40%.
A diferença entre ambos, que superou 24 pontos porcentuais em novembro passado, caiu para até 6,2 pontos porcentuais após o ex-presidente Jair Bolsonaro anunciar que o seu candidato seria seu filho senador. No levantamento anterior, de janeiro, a diferença superava 13 pontos porcentuais.
Esses quatros cenários incluíram três pré-candidatos do PSD – os governadores Ronaldo Caiado (Goiás), Ratinho Jr (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Todos seguem com desempenho longe de representar uma terceira via na campanha deste ano. Entre eles, Caiado teria o melhor desempenho, com 5%.
A pesquisa traçou ainda cenários com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um deles com e outro sem Flávio Bolsonaro, mas sempre com Lula como candidato do governo. Os resultados ratificariam a polarização atual entre o atual presidente e algum representante do campo conservador ligado a Jair Bolsonaro.
Em um cenário sem o senador e com o governador paulista, Lula teria 43% e Tarcísio 36% no primeiro turno. Em outro cenário hipotético com Lula, Flávio e Tarcísio, o petista teria seu melhor desempenho no primeiro turno, com 47%, o senador chegaria a 33% e o governador paulista a apenas 7%.
Entre os outros pré-candidatos, Romeu Zema (Novo) teria entre 2% e 9%, Renan Santos (Missão) entre 3% e 4% e Aldo Rebelo (DC), 1%. Brancos e nulos variariam entre 2% e 4% e os indecisos variaram entre 0% e 1%.
Com Haddad
A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgou ainda um cenário com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), sem Lula e Tarcísio. Haddad teria 39,1% e Flávio Bolsonaro, 37,1%, seguidos por Zema, com 4,1%, Caiado, 3,8%, Renan Santos, 3,5% e Rebelo, 1,4%. Brancos e nulos somariam 9,8% e 1,1% ainda estariam indecisos.
Segundo Turno
A pesquisa Atlas/Bloomberg traçou um cenário de segundo turno entre Lula e vários candidatos da oposição, incluindo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O destaque, no entanto, seguiu para a disputa entre o atual presidente e o senador fluminense, que segue tecnicamente empatada, e o possível embate entre Lula e Tarcísio.
Contra Flávio Bolsonaro, Lula teria 46,2% e o senador 46,3%, pela primeira vez uma diferença porcentual numericamente superior para o ungido politicamente por Jair Bolsonaro. Nesse cenário 7,5% estariam indecisos. Já contra o governador paulista, Lula perderia por 47,1% a 45,9%, com 7% de indecisos.
Aprovação
A pesquisa trouxe ainda uma reversão no quatro de estabilidade tanto em relação à aprovação do presidente Lula presente nos últimos três levantamentos. Segundo a atual avaliação, 51,5% desaprovam e 46,6% aprovam o presidente Lula, ante 50,7% e 48,7%, respectivamente, na pesquisa anterior. Os que não souberam responder variaram de 0,6% para 1,8% entre janeiro e fevereiro.
Na avaliação do governo Lula, 48,4% consideraram ruim ou péssimo, estável em relação à anterior, de 48,5%, e o desempenho de ótimo e bom caiu de 47,1% para 42,7%. Essa queda migrou para os que consideram o governo regular, que saíram de 4,4% para 8,9% em um mês.
Metodologia
A pesquisa foi realizada pelo modelo Atlas Random Digital Recruitment (RDR), com adultos recrutados organicamente pela internet durante navegação em qualquer dispositivo móvel. Foram consultadas 4.986 pessoas entre a última quinta-feira (19) e terça-feira (24). A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e a pesquisa foi tem o registro BR-07600/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).