‘Veio da Havan’ obtém autorização para construir megaloja em área protegida; o que ele fez para conseguir
As obras da nova megaloja da Havan no Centro Histórico de Blumenau voltaram a andar depois de um acordo na Justiça Federal. Para que o projeto seguisse adiante, porém, a rede do empresário Luciano Hang, também conhecido como o “Veio da Havan”, precisou ceder em uma série de aspectos, especialmente do ponto de vista arquitetônico.
Em princípio, o projeto manteria a arquitetura característica da marca, com símbolos que remetem aos Estados Unidos, como Casa Branca e a Estátua da Liberdade.
Entretanto, o esboço inicial sofreu resistência da população e das autoridades locais. Isso porque a área onde a megaloja está sendo erguida é preservada pelo patrimônio histórico e cultural da cidade catarinense.
O Centro Histórico de Blumenau reflete a herança cultural alemã da cidade com a arquitetura enxaimel.
Diante disso, nada de fachada remetendo à Casa Branca nem réplica da Estátua da Liberdade. A arquitetura do estabelecimento preservará as características do bairro onde está sendo construído.
Após a reformulação do projeto, para que ele se adaptasse ao visual local, a obra recebeu o aval da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e da prefeitura de Blumenau e pode seguir adiante.
A inauguração da megaloja, a quinta da Havan em Blumenau, está programada para o fim de abril.
As mudanças no projeto da Havan em Blumenau

Conhecida por utilizar uma estrutura de madeira exposta, a arquitetura enxaimel, também conhecida como Fachwerk, fez com que a Havan abandonasse a famosa réplica da Estátua da Liberdade na nova loja.
O projeto, que teve valor de investimento estimado em R$ 1,25 bilhão, possui um equilíbrio entre o estilo local e a marca da rede de varejos.
Algumas imagens do projeto final, apuradas por Pedro Machado, do portal NSC Total, aparecem abaixo.



