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Veja os FIIs que estão disparando em 2026 — alguns superam o IFIX em até seis vezes

14 fev 2026, 13:00 - atualizado em 13 fev 2026, 15:32
FIIs fundos imobiliários (Imagem: jabkitticha/ istockphoto)
Veja os FIIs que estão disparando em 2026 - alguns superam o IFIX em até seis vezes (Imagem: jabkitticha/ istockphoto)

Alguns fundos imobiliários começaram 2026 com ganhos bastante expressivos e superando de longe o desempenho do IFIX, principal índice da indústria na bolsa de valores, que subiu cerca de 2,2% em janeiro.

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Pelo menos é o que mostra um levantamento feito pela Quantum Finance, a que o Money Times teve acesso, que consolidou os maiores retornos dos FIIs neste início de ano.

No último mês, os dois ativos que mais subiram pertencem ao segmento de recebíveis imobiliários, também conhecidos como fundos de papel: Ourinvest JPP (OUJP11) e Hectare CE (HCTR11), com avanços de 13,69% e 11,14%, respectivamente, superando o IFIX em até seis vezes.

Fundos de tijolo

Já entre os FIIs de tijolo, que são aqueles que investem diretamente em imóveis físicos, veículos expostos ao setor de lajes comerciais também se destacaram.

O BTG Pactual Corporate Office (BRCR11) e o Vinci Offices (VINO11), por exemplo, que são focados em escritórios corporativos, subiram 9,16% e 8,45%, respectivamente.

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Além deles, o top 10 inclui BRPR Corporate Offices (BROF11), Kilima Volkano (KIVO11) e Cartesia Recebíveis (CACR11) – todos com desempenho superior ao IFIX.

Confira o ranking completo:

Ticker Setor Retorno em janeiro
OUJP11 Recebíveis 13,70%
HCTR11 Recebíveis 11,14%
BTHF11 Híbrido 9,72%
BCIA11 Híbrido 9,35%
BRCR11 Lajes corporativas 9,16%
KNRI11 Híbrido 8,55%
KIVO11 Recebíveis 8,46%
VINO11 Lajes corporativas 8,45%
CACR11 Recebíveis 8,30%
BROF11 Lajes corporativas 7,99%
IFIX 2,27%

Metodologia: foram considerados apenas veículos com dados suficientes para cálculo do retorno no período selecionado de 02/01/2026 até 31/01/2026.

FIIs ultrapassam 3 milhões de investidores

Além do bom desempenho, o mercado de fundos imobiliários registrou três marcas históricas no mês passado. Na mais relevante, pela primeira vez, a base de investidores com posição em custódia ultrapassou três milhões de pessoas.

O número representa um crescimento de aproximadamente 9% quando comparado com os 2,78 milhões registrados no fechamento de janeiro de 2025.

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Além disso, a valorização das cotas e a entrada de novos fluxos de capital elevaram o estoque financeiro dos FIIs sob custódia na bolsa de valores para o recorde de R$ 200 bilhões.

Segundo dados divulgados pela B3, as pessoas físicas continuam sendo as principais detentoras desse estoque, com uma participação de 72,9%, seguidas pelos investidores institucionais, que detêm 21,6%, enquanto os não residentes mantêm uma fatia de 4,2%.

Para Anita Scal, sócia e diretora de investimentos da Rio Bravo, os dados revelam uma maturidade do varejo nacional.

“Atingir mais de três milhões de investidores é a prova de que o brasileiro passou a enxergar os FIIs como ferramenta para construção de patrimônio. A indústria também acompanhou essa sofisticação e hoje tem um número grande de fundos com novas propostas e estratégias”, diz.

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A executiva destaca ainda que a resiliência do setor, que manteve a base acima de 2,8 milhões de cotistas durante todo o ano de 2025, mostra que o investidor não foge mais na primeira oscilação da Selic, focando na proteção contra a inflação e em contratos de longo prazo.

“Outro número interessante da B3 é que 75% das pessoas físicas que investem em FIIs possuem até R$ 40 mil na classe. 50% possuem até R$ 5 mil. Ou seja, é um veículo acessível, de entrada, que permite às pessoas uma grande diversificação com um ticket baixo”, afirma.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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