Carteira Recomendada

Os melhores FIIs para ter na carteira em abril, segundo a Empiricus

01 abr 2026, 11:34 - atualizado em 01 abr 2026, 11:35
FIIs fundos imobiliários (Imagem: sommart/ istockphoto)
Veja os melhores FIIs para ter na carteira em abril, segundo a Empiricus (Imagem: sommart/ istockphoto)

A Empiricus Research promoveu mudanças em sua carteira recomendada de fundos imobiliários para o mês de abril. A sugestão da casa é a desmontagem de posição em Kinea Renda (KNRI11) e a compra de Clave Índice de Preços (CLIN11) e Vinci Logística (VILG11).

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No caso do CLIN11, que é um FII de recebíveis, o analista Caio Nabuco de Araujo, responsável pela seleção, avalia que a carteira do veículo apresenta perfil predominantemente entre high e mid grade (baixo e médio risco, respectivamente), o que proporciona um “equilíbrio adequado” entre qualidade de crédito e nível de retorno.

Atualmente, cerca de 94% do portfólio do fundo está alocado em CRIs predominantemente indexados à inflação, enquanto a parcela remanescente permanece investido em cotas de FIIs.

“Como avenida de valor, destacamos o momento de montagem das operações, que permitiu uma remuneração elevada para o CLIN11, dado a taxa média de aquisição perto de IPCA +9,4% ao ano”, afirma Araujo.

Vinci Logística

Quanto ao VILG11, o analista aponta que o ativo se destaca como um dos mais consolidados do segmento de galpões, com participação em 12 imóveis logísticos e exposição a sete estados diferentes.

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“Após a relevante venda de parte do seu portfólio, o fundo conseguiu destravar valor significativo no ano passado, além de readequar sua exposição geográfica”, diz.

“Olhando à frente, será fundamental acompanhar a execução da reciclagem da carteira, em especial a alocação dos recursos em novos galpões”, prossegue.

Segundo Araujo, mesmo depois da valorização de cerca de 30% em 2025, o VILG11 segue negociando com desconto em relação ao valor patrimonial (P/VP) e apresenta posição de destaque frente aos pares nos principais indicadores operacionais.

“Estimamos um potencial de ganho de capital de dois dígitos para o fundo, aliado a um dividend yield de 11% para os próximos 12 meses, impulsionado pelos resultados extraordinários da sua reciclagem de portfólio.”

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Março desafiador para os fundos imobiliários

No cenário macroeconômico, o analista aponta que, após um início de ano favorável, março foi marcado por aumento de volatilidade nos mercados, especialmente devido às tensões geopolíticas, revisão das expectativas de inflação e ajustes na trajetória de juros, o que pressionou os ativos de risco, incluindo os fundos imobiliários.

Apesar disso e das incertezas no curto prazo, principalmente no campo inflacionário e fiscal, Araujo vê oportunidades na classe de FIIs, com destaque para veículos de papel indexados à inflação, como o próprio CLIN11, que, segundo ele, combinam proteção e potencial de ganho em um eventual arrefecimento da curva de juros.

Desempenho

Em março, a carteira recomendada de fundos imobiliários da Empiricus Research recuou 1,39%, enquanto o IFIX, principal índice da indústria na B3, caiu 1,06%.

No acumulado deste ano, porém, o desempenho da seleção da casa é de +5,7%, contra +2,5% do indicador referencial (benchmark).

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Considerando os proventos distribuídos por cada ativo nos últimos 12 meses, o dividend yield médio do portfólio é de 10,9%.

Confira os FIIs indicados pela Empiricus para abril:

TickerNomePeso
BRCO11Bresco Logística20%
KNSC11Kinea Securities20%
MCCI11Mauá Capital Recebíveis Imobiliários20%
PMLL11Patria Malls10%
HSML11HSI Malls10%
CLIN11Clave Índice de Preços10%
VILG11Vinci Logística10%

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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