Internacional

Venezuela é ‘não investível’? Trump ameaça petroleira após fala de CEO 

12 jan 2026, 13:10 - atualizado em 12 jan 2026, 13:10
trump tarifa EUA Brasil
(Imagem: REUTERS/Kevin Lamarque)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (11) que pode barrar investimentos da Exxon Mobil na Venezuela, após o presidente-executivo da companhia ter classificado o país como “não investível” durante uma reunião na Casa Branca realizada na semana anterior.

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O CEO da Exxon, Darren Woods, disse a Trump que a Venezuela precisaria promover mudanças em sua legislação para se tornar um destino atrativo para investimentos. A declaração foi feita durante um encontro de alto nível na sexta-feira, que reuniu ao menos outros 17 executivos do setor de petróleo.

Durante a reunião, Trump solicitou que o grupo destinasse US$ 100 bilhões para a recuperação da indústria petrolífera venezuelana. O encontro ocorreu menos de uma semana depois de forças dos Estados Unidos capturarem e retirarem do poder o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma operação noturna considerada ousada.

As declarações cautelosas de Woods rapidamente ganharam destaque e acabaram frustrando as expectativas da Casa Branca de gerar um ambiente favorável a partir do diálogo com alguns dos principais executivos da indústria global de petróleo.

‘Não gostei’

“Não gostei da resposta da Exxon”, afirmou Trump a jornalistas a bordo do Air Force One, durante o voo de retorno a Washington no domingo. “Provavelmente estarei inclinado a manter a Exxon fora. Não gostei da resposta deles. Eles estão se fazendo de engraçadinhos demais.”

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A Exxon não se manifestou imediatamente após um pedido de comentário.

Exxon, ConocoPhillips e Chevron — as três maiores produtoras de petróleo dos Estados Unidos — foram, por décadas, os principais parceiros da estatal venezuelana PDVSA.

Entre 2004 e 2007, o setor foi nacionalizado pelo então presidente Hugo Chávez. Embora a Chevron tenha conseguido firmar acordos de parceria com a PDVSA, Exxon e ConocoPhillips deixaram o país posteriormente e ingressaram com processos relevantes de arbitragem.

“Nossos bens foram confiscados duas vezes e, portanto, você pode imaginar que para voltar a entrar uma terceira vez seriam necessárias algumas mudanças bastante significativas em relação ao que historicamente vimos aqui”, disse Woods a Trump na sexta-feira.

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Segundo Woods, a Exxon considera indispensável a adoção de salvaguardas permanentes aos investimentos, além de uma revisão da legislação de hidrocarbonetos do país.

“Se olharmos para as estruturas legais e comerciais em vigor na Venezuela hoje, não é possível investir”, afirmou.

*Com informações da Reuters

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