Vibra (VBBR3) sobe após lucro saltar 365%; o que agradou o mercado?
A Vibra Energia (VBBR3) avança nesta segunda-feira (17), em reação aos resultados do segundo trimestre de 2026 divulgados após o fechamento do mercado na sexta-feira (14). O balanço veio acima das expectativas de analistas e foi marcado pelo forte desempenho do segmento de distribuição de combustíveis, expansão das margens e redução da alavancagem.
A companhia reportou lucro líquido ajustado de R$ 2,3 bilhões entre abril e junho, um salto de 365% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado também superou a projeção média do mercado, de R$ 2,1 bilhões, segundo dados da LSEG.
O Ebitda ajustado atingiu R$ 4,5 bilhões, avanço anual de 206%, também acima da expectativa média de R$ 3,4 bilhões. Já a receita líquida ajustada somou R$ 57,4 bilhões, crescimento de 26% na comparação anual e superior ao consenso de R$ 55,4 bilhões.
Margens da distribuição foram principal destaque
Na avaliação do Bradesco BBI, o principal destaque do trimestre foi a margem de distribuição de R$ 456 por metro cúbico, patamar 6% acima da estimativa da instituição e significativamente superior aos R$ 258 por metro cúbico registrados no primeiro trimestre.
O banco ressaltou ainda o crescimento dos volumes, que alcançaram 9,1 bilhões de litros, alta de 4% em um ano, impulsionados principalmente pelas vendas de etanol e gasolina. Segundo os analistas, o desempenho reflete ganhos de participação de mercado.
Além disso, a alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda caiu para 1,3 vez, ante 2 vezes no trimestre anterior, resultado atribuído à redução da dívida líquida e ao forte desempenho operacional.
Para o BBI, tanto o segmento de varejo quanto o B2B apresentaram forte expansão das margens, com destaque para o varejo, cuja margem avançou 301% na comparação anual. O banco também destacou a melhora do retorno sobre o capital investido (ROIC) do segmento de combustíveis, que passou para 33,5% nos últimos 12 meses.
Após os números, a instituição elevou seu preço-alvo para VBBR3 de R$ 43 para R$ 45 por ação no fim de 2027.
XP espera reação positiva das ações
A XP classificou os resultados como fortes e acima das expectativas. Segundo a corretora, o Ebitda recorrente de R$ 4,31 bilhões ficou 8% acima do consenso e foi impulsionado pelas margens robustas da distribuição.
A casa destacou que a margem Ebitda de R$ 456 por metro cúbico foi muito superior ao registrado no trimestre anterior e afirmou esperar uma reação positiva das ações após a divulgação.
Apesar disso, a XP pondera que os níveis de rentabilidade observados no segundo trimestre podem não representar um novo padrão recorrente para a companhia. Ainda assim, os resultados podem fortalecer a percepção de que as margens se estabeleceram em um patamar estruturalmente mais elevado, favorecidas por um ambiente competitivo mais equilibrado.
A corretora também chamou atenção para a redução da dívida líquida, que recuou R$ 2,63 bilhões no trimestre, e para a queda da alavancagem para 1,3 vez.
Outro anúncio que acompanhou o balanço foi a distribuição de R$ 499 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), equivalente a R$ 0,42 por ação e um dividend yield de 1,2%.
Safra destaca geração de caixa e desalavancagem
Na visão do Safra, os resultados refletem um ambiente significativamente mais favorável para o negócio de distribuição de combustíveis e uma recuperação sequencial da Comerc.
O banco ressaltou que o Ebitda consolidado recorrente ajustado de R$ 4,35 bilhões superou sua estimativa em 6%, enquanto a geração de caixa livre alcançou R$ 3,65 bilhões, mais que o dobro do registrado no trimestre anterior.
Segundo a instituição, a forte geração de caixa permitiu a redução da dívida líquida para R$ 16,1 bilhões e contribuiu para a queda da alavancagem de 2 vezes para 1,3 vez. O Safra também destacou o pagamento de JCP aprovado pelo conselho da companhia.