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Vibra (VBBR3) tem lucro crescendo 33,1% no ano com ajuda da Carbono Oculto

11 mar 2026, 21:41 - atualizado em 11 mar 2026, 21:41
vibra vbbr3
(Foto: Vibra/Divulgação)

A Vibra Energia (VBBR3) registrou lucro líquido de R$ 679 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 33,1% em relação ao mesmo período de 2024. O lucro líquido ajustado somou R$ 615 milhões, crescimento de 20,5% na base anual, impulsionado pela expansão de volumes e pela recomposição das margens comerciais.

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A receita líquida ajustada atingiu R$ 50,5 bilhões, avanço de 13,5% em relação ao 4T24, impulsionada principalmente pelo maior volume comercializado no segmento de distribuição, que chegou a 9,5 milhões de m³, o maior nível dos últimos 12 trimestres.

Segundo a companhia, o desempenho também reflete a recomposição gradual das margens comerciais após perdas com inventários registradas ao longo de 2025, além da maior participação de produtos premium no mix de vendas.

O lucro bruto ajustado somou R$ 2,9 bilhões, alta de 35,3% na base anual, com margem bruta de 5,7%, avanço de 0,9 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

O Ebitda (Lucros antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 2,62 bilhões, crescimento de 100,5% na comparação anual. A margem Ebitda ficou em R$ 251 por m³, ante R$ 145 por m³ no 4T24.

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Por segmento

No segmento de distribuição, principal negócio da companhia, o volume comercializado atingiu 9,5 milhões de m³, alta de 5,4% em relação ao 4T24, impulsionado principalmente pelo avanço das vendas de gasolina, diesel e combustível de aviação.

O EBITDA ajustado da divisão alcançou R$ 2,39 bilhões no trimestre, crescimento de 82,7% na comparação anual, refletindo a melhora das margens comerciais e ganhos de eficiência operacional.

No segmento B2B, o volume vendido somou 3,47 milhões de m³, alta de 2,3% na base anual, com destaque para diesel, querosene de aviação e lubrificantes. A receita líquida atingiu R$ 18,5 bilhões, avanço de 12,4%, enquanto o Ebitda ajustado foi de R$ 677 milhões, crescimento de 51,8%.

Já no negócio de renováveis, que inclui a Comerc, a receita líquida atingiu R$ 1,7 bilhão, alta de 38% na base anual. O Ebitda proporcional foi de R$ 312 milhões, crescimento de 4%, sustentado principalmente pela expansão da geração distribuída, apesar do cenário ainda desafiador de curtailment no setor elétrico.

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Ambiente competitivo

Ao comentar o resultado, a Vibra afirmou que o ambiente competitivo do setor de combustíveis tem melhorado com mudanças regulatórias e maior fiscalização.

“Em um ambiente caracterizado pelo fortalecimento do arcabouço regulatório, maior rigor no combate a irregularidades e redução de assimetrias competitivas, a Vibra demonstrou robustez e capacidade de execução”, afirmou a empresa.

Distribuidoras vinham reclamando da presença de postos ligados ao crime organizado e esquemas de sonegação no setor. Com operações como a Carbono Oculto, que mira fraudes no mercado de combustíveis, esse problema passou a ser alvo de maior fiscalização.

Endividamento

O resultado financeiro da Vibra foi negativo em R$ 504 milhões no trimestre, revertendo resultado positivo de R$ 185 milhões um ano antes, movimento associado principalmente ao maior nível de endividamento após a consolidação da Comerc.

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A dívida líquida encerrou o trimestre em R$ 19,2 bilhões, enquanto a alavancagem ficou em 2,4 vezes dívida líquida/Ebitda. Segundo a companhia, o indicador já mostra redução em relação ao pico observado ao longo de 2025, refletindo a geração de caixa operacional e a estratégia de desalavancagem após a aquisição integral da Comerc.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br

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