Vibra (VBRR3): Citi e Itaú BBA elevam preço-alvo para ação; é hora de comprar?
Os bancos Citi e Itaú BBA elevaram o preço-alvo da Vibra Energia (VBBR3), reforçando uma leitura mais positiva para o setor de distribuição de combustíveis em 2026, em meio a um ambiente considerado mais saudável no Brasil e avanços no combate a práticas irregulares no mercado.
A companhia divulga os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) em 11 de março, e as revisões vêm na esteira da expectativa de maiores volumes de vendas, margens ainda resilientes e possíveis ganhos operacionais adicionais, apesar de analistas destacarem que parte do cenário mais favorável já pode estar refletida nas ações.
Às 14h12, as ações estavam sendo negociadas a R$ 29,27, alta de 1,77%.
Citi
O Citi elevou o preço-alvo para Vibra de R$ 29 para R$ 31 — um potencial de valorização de 5% —, como reflexo da expectativa de maiores volumes de vendas e melhores margens na Distribuição de Combustíveis, dado o ambiente mais saudável no país.
O banco espera que a companhia capture mais ganhos operacionais ao considerar os avanços contínuos para reduzir práticas irregulares no setor de distribuição de combustíveis no país.
“No entanto, entendemos que a maior parte dos melhores resultados no segmento de distribuição já está precificada. Além disso, acreditamos que as principais diferenças entre as margens da Ipiranga e da Vibra no 4T25 podem ser explicadas pelos fortes efeitos negativos de estoque relacionados aos preços do combustível de aviação”, detalha o Citi em relatório.
Ao desconsiderar os efeitos negativos de estoque, o Citi estima que as margens da Vibra tenham alcançado cerca de R$ 170 por metro cúbico no 4T25.
Em relação ao primeiro trimestre de 2026 (1T26), o banco aponta que a empresa pode ter enfrentado uma concorrência mais intensa no início de janeiro ante dezembro de 2025. Isso estaria ligado ao maior nível de estoques no país e à abertura da janela de importação, destaca.
“Ainda assim, vemos as margens em patamares saudáveis e melhores na comparação anual”, diz. O Citi segue com recomendação de compra para VBRR3.
Itaú BBA
O Itaú BBA também elevou o preço-alvo para Vibra, de R$ 33 para R$ 35 (potencial de valorização de 19%), devido à atualização das premissas macroeconômicas e ao custo de capital próprio no cenário, além de uma visão mais refinada sobre os volumes de 2026.
“Mantemos nossa visão construtiva sobre a melhora estrutural em curso no setor e acreditamos que esse cenário deve continuar se traduzindo em ganhos relevantes de volume para as principais distribuidoras, ao mesmo tempo em que permite a manutenção de margens saudáveis”, afirma.
Após um desempenho acumulado no ano bastante forte, com crescimento estimado de 12% pelo BBA, o banco ainda enxerga potencial de valorização atrativo para a ação, embora o desconto de valuation tenha se reduzido de forma significativa em relação à última atualização, feita em 6 de janeiro.
“No que diz respeito à alocação de capital, espera-se que a Vibra avance na definição do futuro da Comerc [plataforma de soluções de energia renovável e descarbonização do Mercado Livre de Energia], o que pode resultar em uma venda parcial ou total do ativo”, dizem os analistas Monique Greco, Eric de Mello e Eduardo Mendes no relatório.
“Além disso, a companhia deve priorizar a expansão do negócio de lubrificantes. Considerando seu nível ainda elevado de alavancagem, a Vibra tende a se beneficiar de condições macroeconômicas favoráveis”, completam.
O Itaú BBA manteve a recomendação de compra para VBRR3.