Saúde

Vírus Nipah mata até 3 entre 4 infectados: surto pode virar pandemia?

27 jan 2026, 12:38 - atualizado em 27 jan 2026, 13:15
Ilustração do vírus Nipah. Imagem gerada por IA
Ilustração do vírus Nipah. Imagem gerada por IA

A Índia confirmou um surto do vírus Nipah no estado de Bengala Ocidental, no leste do país, o que colocou as autoridades de saúde em estado de alerta. O governo local informou ao menos cinco casos de infecção, incluindo profissionais de saúde, além de cerca de 100 pessoas mantidas em quarentena para conter a disseminação.

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O vírus Nipah (NiV) integra a lista de doenças mais perigosas monitoradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), principalmente por sua elevada taxa de mortalidade — estimada entre 40% e 75% — e pela ausência de vacina ou tratamento específico.

No momento, não há qualquer alerta relacionado ao vírus no Brasil.

O que é o vírus Nipah?

O Nipah é um vírus zoonótico, ou seja, pode ser transmitido de animais para humanos. Seus hospedeiros naturais são os morcegos frugívoros do gênero Pteropus, capazes de infectar outros animais ou contaminar alimentos, como frutas.

O vírus não é recente: foi identificado pela primeira vez no fim da década de 1990, na Malásia e em Singapura. Desde então, surtos esporádicos têm sido registrados na Ásia, incluindo diversos episódios na Índia e em Bangladesh.

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Sintomas e evolução da doença

Os sintomas iniciais da infecção costumam se assemelhar aos de uma gripe intensa, como:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dores musculares
  • Náuseas
  • Dor de garganta

Com a progressão da doença, especialmente nos quadros mais graves, podem surgir complicações neurológicas severas, como encefalite (inflamação do cérebro), convulsões, confusão mental e coma, em um intervalo de 24 a 48 horas.

O período de incubação geralmente varia entre 4 e 14 dias, mas pode chegar a até 45 dias em casos já documentados.

O que está acontecendo agora na Índia

Autoridades de saúde indianas afirmam que todos os casos do surto atual estão concentrados na região metropolitana de Calcutá e envolvem, em sua maioria, profissionais de saúde que atenderam pacientes com sintomas compatíveis com Nipah.

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Cerca de 100 pessoas foram colocadas sob observação ou quarentena, enquanto equipes de vigilância seguem rastreando as cadeias de contato.

Até o momento, não há sinais de disseminação ampla nem de transmissão internacional. Como resposta, vários países asiáticos reforçaram controles sanitários em aeroportos, adotando medidas semelhantes às utilizadas no início da pandemia de Covid-19.

Ainda assim, especialistas ressaltam que o risco de propagação global permanece baixo, graças aos sistemas de vigilância e à atuação coordenada das autoridades de saúde.

Por que o Nipah preocupa tanto?

O Nipah é classificado pela OMS como um patógeno de alta prioridade devido ao seu potencial de causar surtos com elevada letalidade e à inexistência de vacina ou tratamento específico.

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A doença é rara e costuma ficar restrita a áreas do sul da Ásia, mas pode ter efeitos devastadores quando surgem surtos em ambientes urbanos ou em serviços de saúde.

No primeiro surto registrado na Índia, em 2018, 21 das 23 pessoas infectadas morreram. Nos dois surtos seguintes, em 2019 e 2021, houve dois óbitos.

O que fazer agora

As autoridades de saúde pública recomendam:

  • Evitar contato com morcegos e outros animais possivelmente infectados;
  • Não consumir alimentos que possam ter sido contaminados por secreções animais;
  • Manter higiene rigorosa em ambientes de saúde;
  • Comunicar e isolar rapidamente casos suspeitos.

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Repórter
Jornalista com pós-graduação em Literatura, Artes e Filosofia. Atua como repórter nos portais de notícias Money Times e Seu Dinheiro, onde também já trabalhou como Analista de SEO.
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