Wall Street cai com incertezas sobre acordo entre EUA e Irã e queda do setor ‘tech’
Os índices de Wall Street encerraram o pregão desta terça-feira (11) em queda com o barril do petróleo de volta ao nível próximo de US$ 90 e a continuidade do impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: -0,34%, aos 53.791,85 pontos;
- S&P 500: -0,32%, aos 7.728,20 pontos;
- Nasdaq: -0,60%, aos 26.445,446 pontos.
Em destaque, as ações das “Sete Magníficas” (Magnificent Seven) registraram perdas. Entre elas, Nvidia (NVDA) fechou com leve recuo de 0,02% (US$ 217,50) e Alphabet (GOOGL) teve queda de 3,84% (US$ 343,80).
Expectativa de inflação e Ormuz
Os investidores operaram à espera de novos dados de inflação. Amanhã (12), o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) deverá ser divulgado e o mercado deve ajustar as apostas a favor ou contra uma alta de juros do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) em setembro.
O índice de preços ao produtos (PPI) será divulgado no dia seguinte, quinta-feira (13).
Hoje, o presidente da unidade do Fed de Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que está mais preocupado com a inflação neste momento do que com qualquer fragilidade no mercado de trabalho.
“O maior problema que nossa economia enfrenta neste momento não é o colapso da indústria nem a perda de empregos; é que os preços vêm subindo rápido demais, temos um problema de inflação e as pessoas detestam inflação”, disse Goolsbee em um vídeo publicado pela revista Wired.
Analisando indicadores como a taxa de desemprego, a taxa de contratação e a taxa de demissão, ele afirmou: “Eles dizem que o mercado de trabalho está estável, sem ser bom — é assim que eu o caracterizo”.
Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch, do CME Group, apontava 50,1% de chance de o Fed manter os juros inalterados na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano na reunião de setembro. A probabilidade de alta de 0,25 ponto percentual era de 49,9%.
O impasse entre Washington e Teerã continuou no radar. Durante a tarde, o recém-nomeado secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, afirmou que o Ormuz permanecerá fechado enquanto os Estados Unidos não mudarem seu comportamento e aceitarem as condições do Irã para pôr fim à guerra.
“Enquanto os Estados Unidos não mudarem seu comportamento e não aceitarem as condições do Irã, o Estreito de Ormuz não será aberto”, afirmou Rezaei, aliado próximo do líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim.
Os preços do petróleo avançaram pelo quinto dia consecutivo: o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro terminou o dia com alta de 1,36%, a US$ 88,91 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Já na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA, o contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro subiu 1,30%, a US$ 83,20 o barril.