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Wall Street tomba mais de 1% após Irã manter Estreito de Ormuz fechado

12 mar 2026, 17:22 - atualizado em 12 mar 2026, 17:54
wall street Nasdaq S&P 500 Dow Jones EUA Estados Unidos
(Imagem: 400tmax/Getty Images Signature)

Os índices de Wall Street encerraram a sessão desta quinta-feira (12) em queda de mais de 1%, diante da escalada do conflito no Oriente Médio e ameaças do Irã de manter o Estreito de Ormuz fechado. Os dados de pedido-desemprego ficaram em segundo plano.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -1,56%, aos 46.677,85 pontos;
  • S&P 500: -1,52%, aos 6.672,58 pontos; 
  • Nasdaq: -1,78%, aos 22.311,97 pontos.

O que mexeu com Wall Street hoje?

O conflito no Irã entrou em seu 13º dia de combates com nova escalada nas tensões. Nesta manhã, dois navios-tanque foram incendiados em águas iraquianas, com o país persa desafiando a alegação do presidente dos EUA, Donald Trump, de já ter vencido a guerra que lançou há duas semanas.

O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou hoje que todas as bases norte-americanas devem ser imediatamente fechadas na região, porque elas serão atacadas. Khamenei acrescentou que o Estreito de Ormuz deve continuar fechado como forma de “pressionar o inimigo”.

O líder supremo ressaltou, porém, que estudos estão sendo conduzidos para abrir outras alternativas. “Outras frentes serão ativadas, se a guerra persistir”, disse.

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Mais tarde, o Irã disse ter permitido a passagem de navios de alguns países pelo Estreito de Ormuz, mas indicou que nações consideradas alinhadas aos EUA e a Israel podem não se beneficiar de trânsito seguro pela rota estratégica. A hidrovia permanece com circulação restrita desde o início da guerra.

Já Trump afirmou que, apesar de os Estados Unidos se beneficiarem da escalada dos preços de petróleo, é de interesse norte-americano acabar com a guerra.

Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, Trump avalia suspender temporariamente as exigências da lei sobre transporte marítimo, conhecida como Jones Act, para garantir que as remessas de energia e do agro possam circular livremente entre os portos dos EUA.

A medida seria uma tentativa de combater as interrupções de fornecimento relacionadas à guerra dos EUA e de Israel com o Irã.

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Diante dos temores de uma estagflação nos Estados Unidos, considerando o retorno dos contratos mais líquidos do Brent, para maio, acima dos US$ 100, a ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrou que as apostas majoritárias por um corte nos juros dos EUA pelo Federal Reserve saltaram para dezembro.

Segundo as estimativas para a reunião de dezembro, 42,8% esperam manutenção dos juros, enquanto 39,2% preveem redução de 0,25 ponto porcentual e 14,8% uma redução de 0,50 pp. Hoje, os juros nos Estados Unidos encontram-se na faixa de 3,50% a 3,75%.

Pela manhã, a ferramenta indicava início dos cortes em setembro, enquanto a véspera apontava para um corte ainda em julho deste ano.

Em segundo plano, o número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego caiu na semana passada, o que pode ajudar a amenizar os temores de uma deterioração do mercado de trabalho após declínio inesperado no nível de emprego em fevereiro.

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Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego caíram em 1.000 na semana encerrada em 7 de março, para 213.000 em dado com ajuste sazonal, informou o Departamento do Trabalho. Economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.

Os pedidos têm se mantido em uma faixa de 199.000 a 232.000 este ano, em meio a baixas demissões. Eles permanecem em níveis compatíveis com um mercado de trabalho estável.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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