Mercados

Wall Street tomba com novas ameaças tarifárias de Trump; S&P 500 tem o pior desempenho em três meses

20 jan 2026, 18:05 - atualizado em 20 jan 2026, 18:05
Fundo de crédito, Lótus, Empírica, Wall Street
(Imagem: REUTERS/Brendan McDermid)

Os índices de Wall Street tiveram uma sessão de fortes perdas nesta terça-feira (20), no primeiro pregão da semana por conta do feriado do Dia de Martin Luther King Jr. na véspera.

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O Dow Jones perdeu quase 900 pontos e o S&P 500 registrou a maior queda diária desde outubro.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -1,76%, aos 48.488,59 pontos;
  • S&P 500: -2,06%, aos 6.796,86 pontos; 
  • Nasdaq: -2,39%, aos 22.954,32 pontos.

VIX (CBOE Volatility Index), indicador que mede a aversão ao risco em Wall Street, também conhecido como o “termômetro do medo”, superou o nível dos 10 pontos, no maior nível desde novembro.

O que derruba Wall Street hoje?

Na disputa pela Groenlândia, as novas ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltaram a injetar cautela nos mercados em temor de uma escalada nas tensões geopolíticas – e, consequentemente, impulsionou o movimento de saída de capital de Wall Street.

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No último sábado (17), o chefe da Casa Branca anunciou adicionar taxas de importação a aliados europeus que são contra a anexação da Groenlândia por parte dos EUA.

Em um post no Truth Social, Trump disse que tarifas adicionais de importação de 10% entrariam em vigor em 1º de fevereiro sobre produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Holanda, Finlândia e Reino Unido – todos já sujeitos a tarifas impostas por Trump.

Essas alíquota aumentariam para 25% em 1º de junho e continuariam até que se chegasse a um acordo para que os EUA comprassem a Groenlândia.

Já nesta terça-feira, Trump ameaçou impor tarifas de 200% aos vinhos e champanhes franceses, em um aparente esforço para convencer o presidente francês Emmanuel Macron a aderir à sua iniciativa do “Conselho de Paz”, que visa resolver conflitos globais.

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A iniciativa de Trump, que começaria tratando de Gaza e depois se expandiria para lidar com outros conflitos, levanta questões sobre o papel das Nações Unidas e uma fonte próxima a Macron disse que o presidente francês pretendia recusar o convite para participar.

Em entrevista coletiva sobre o primeiro ano do 2º mandato, Trump declarou que o ‘Conselho da Paz” pode substituir a Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele também afirmou que os EUA não terão déficit comercial no próximo ano “graças” às tarifas e reafirmou que as taxas não provocam inflação no país. “Acabamos com a estagflação do governo Biden.”

Trump ainda comentou sobre a audiência da Suprema Corte para decidir sobre a legalidade das tarifas, que está prevista para amanhã (21), e destacou que seu governo “dará um jeito” de reaplicar as taxas comerciais de alguma forma caso necessário.

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O mercado agora espera a participação de Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O presidente norte-americano discursa amanhã (21).

A indicação de um novo presidente para o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), também continuou no radar.

Pela manhã, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o Trump pode chegar a uma decisão sobre o próximo presidente do Fed já na próxima semana.

“Estamos agora com quatro candidatos” e Trump já conversou com todos eles, disse Bessent em entrevista à CNBC. Jerome Powell, atual chair do Fed, encerra o mandato em maio.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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