Wall Street salta mais de 1% com conversas entre EUA e Irã
Os índices de Wall Street iniciaram a semana em tom positivo com um ‘breve’ alívio nas tensões no Oriente Médio.
Confira o fechamento dos índices nesta segunda-feira (23):
- Dow Jones: +1,38%, aos 46.208,59 pontos;
- S&P 500: +1,15%, aos 6.581,00 pontos;
- Nasdaq: +1,38%, aos 21.946,76 pontos.
Na máxima intradia, os três índices subiram mais de 2%.
Com o apetite a risco, o VIX (CBOE Volatility Index), considerado um “termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, encerrou o pregão com queda de 1,34%, aos 26,42 pontos.
Breve alívio nos ataques ao Irã
Pela manhã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma ‘trégua’ de cinco dias nos ataques à infraestrutura. Segundo ele, Washington e Teerã tiveram, nos últimos dois dias, conversas “muito boas e produtivas” a respeito de uma resolução completa e total das hostilidades entre as partes no Oriente Médio.
“Com base no tempo e no tom dessas conversas profundas, detalhadas e construtivas, que continuarão ao longo da semana, instruí o Departamento de Guerra a adiar todos e quaisquer ataques militares contra usinas elétricas e infraestrutura energética iranianas por um período de cinco dias, sujeito ao sucesso das reuniões e discussões em andamento”, escreveu Trump em uma publicação na Truth Social.
Em entrevista à Fox Business Network, o chefe da Casa Branca ainda disse que o “Irã quer muito fazer um acordo e isso pode acontecer dentro de cinco dias ou menos”. Já para a CNBC, o presidente disse que os EUA “estão muito empenhados em fechar um acordo com o Irã”.
As declarações de Trump marcam o 24º dia de conflito no Irã, a quinta semana de tensões. Também foram consideradas pelo mercado como uma ‘trégua’ na escalada das tensões.
No último sábado (21), o presidente norte-americano havia ameaçado atacar usinas de energia iranianas em 48 horas se o Estreito de Ormuz — uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo e outros produtos energéticos — não fosse reaberto.
O Irã, por sua vez, afirmou que atacaria a infraestrutura dos EUA, incluindo instalações de energia e dessalinização na região do Golfo Pérsico, se os EUA cumprissem a ameaça.