Mercados

Wall Street recua com incertezas sobre a duração do conflito no Irã

24 mar 2026, 10:48 - atualizado em 24 mar 2026, 10:53
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(Foto: Reuters/Andrew Kelly/File Photo)

Os índices de Wall Street retomaram o tom de cautela nesta terça-feira (24) em meio a incertezas sobre a duração do conflito no Irã.

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Confira o desempenho dos índices logo após a abertura:

  • Dow Jones: -0,67%, aos 45.897,90 pontos;
  • S&P 500: -0,52%, aos 6.547,69 pontos; 
  • Nasdaq: -0,58%, aos 21.810,73 pontos.

VIX  (CBOE Volatility Index), considerado um “termômetro de risco dos mercados atrelado ao S&P 500, opera com alta de 5,70%, aos 27,65 pontos. O número na faixa de 25 a 30 pontos indica “turbulência” no mercado.

Sem negociações

Em uma nova rodada de declarações, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que nenhuma negociação para o fim da guerra no Oriente Médio ocorreu com os Estados Unidos e afirmou que a informação passada pelo presidente Donald Trump era fake news para acalmar o mercado financeiro.

Ontem (23), Trump anunciou uma ‘trégua’ de cinco dias nos ataques à infraestrutura iraniana. Segundo ele, Washington e Teerã tiveram, nos últimos dois dias, conversas “muito boas e produtivas” a respeito de uma resolução completa e total das hostilidades entre as partes no Oriente Médio. 

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Vale lembrar que, no início da guerra, os Estados Unidos afirmaram que os ataques durariam até seis semanas, mas até agora não houve perspectiva concreta de um cessar-fogo.

Além de negar negociações, o Irã lançou múltiplas ondas de mísseis contra Israel, de acordo com informações do Exército do país. Foram acionadas sirenes de ataque aéreo em Tel Aviv, onde grandes buracos foram abertos em um prédio residencial de vários andares.

O país persa também nomeou um ex-comandante da Guarda Revolucionária e figura sênior de facção política linha-dura para substituir o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, morto em ataques israelenses e norte-americanos na semana passada.

Em reação, os preços do petróleo voltaram a operar no nível de US$ 100 – reforçando o temor de um choque inflacionário global e a permanência de juros mais altos no mundo.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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