Mercados

Wall Street tem nova baixa com escalada das tensões no Irã e à espera de payroll

05 mar 2026, 18:05 - atualizado em 05 mar 2026, 19:01
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(Imagem: 400tmax/Getty Images Signature)

Após uma trégua, os índices de Wall Street voltaram ao tom negativo com a escalada das tensões no Oriente Médio, na expectativa pelo payroll.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -1,61%, aos 47.954,74 pontos;
  • S&P 500: -0,56%, aos 6.830,71 pontos; 
  • Nasdaq: -0,26%, aos 22.748,98 pontos.

Com a aversão a risco, o Dow Jones perdeu cerca de 800 pontos. Já o VIX alcançou 25,84 pontos, no maior patamar desde novembro do ano passado e encerrou aos 23,75 pontos (+12,29%).  O número acima de 25 pontos é considerado elevado e indica “turbulência” no mercado, comum em cenários de incertezas geopolíticas.

O que movimentou Wall Street hoje?

As bolsas de Wall Street operaram em queda, acompanhando o temor do mercado em relação a continuidade do conflito no Irã, que entrou em seu sexto dia.

Nesta quinta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que Teerã não pediu um cessar-fogo aos EUA ou a Israel. A missão iraniana na ONU também classificou como “infundada e absurda” a alegação de que o país teria fechado o Estreito de Ormuz.

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As declarações aconteceram um dia após o jornal norte-americano The New York Times noticiar que agentes do Ministério da Inteligência iraniano entraram em contato indiretamente com o Centro de Inteligência dos EUA (CIA), oferecendo-se para discutir os termos para o fim do conflito, segundo autoridades a par da situação.

Contudo, a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim disse, ainda ontem (4), que a notícia era “uma mentira absoluta”, citando uma fonte do Ministério da Inteligência iraniano.

O presidente Donald Trump também afirmou desejo de ser envolvido na escolha do próximo líder do Irã, assim como na Venezuela, em entrevista à Reuters. “Queremos participar do processo de escolha da pessoa que vai liderar o Irã no futuro”, disse Trump. “Não precisamos voltar a cada cinco anos e fazer isso de novo e de novo. Alguém que será ótimo para o povo, ótimo para o país.”

Além disso, as tensões têm refletido na forte valorização do petróleo Brent, principal referência do óleo para o mercado mundial – o que acendeu um alerta sobre possíveis impactos inflacionários nas principais economias do mundo, em meio as altas taxas de juros, principalmente nos EUA.

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Por lá, os juros estão na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano e a expectativa é de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) mantenha o nível atual na próxima decisão do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), em 18 de março.

Em segundo plano, os investidores repercutem dados do mercado de trabalho dos EUA. Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego ficaram estáveis em 213.000, em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 28 de fevereiro, segundo dados do Departamento do Trabalho do país. Os economistas consultados pela Reuters previam 215.000 pedidos para a última semana.

Há ainda a expectativa pelo relatório oficial de empregos (payroll), que será divulgado amanhã (6). Segundo as projeções compiladas pelo Investing.com, o mercado espera a criação de 65 mil postos de trabalho não-agrícolas em fevereiro após a abertura de 172 mil vagas no mês anterior.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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